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Preço do aluguel de escritórios subiu 7,8% no país em 2024, diz FipeZap

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os preços dos aluguéis comerciais no país subiram 7,8% em 2024 e romperam o recorde da série histórica do índice FipeZap, que monitora os preços de dez grandes cidades desde 2013.

A alta foi impulsionada pelo desempenho da economia brasileira, que cresceu acima das expectativas de analistas e pelo aquecimento do mercado de trabalho.

Paula Reis, economista do DataZap, explica que o cenário macroeconômico também ajudou na expansão da demanda por bens e serviços, além de servir para fomentar o comércio.

Niterói, na ala leste do Rio de Janeiro, liderou o ranking das dez cidades com as maiores variações nos preços dos aluguéis, que aumentaram 17,8% na região. Em seguida ficaram Curitiba (10,8%), Rio de Janeiro (9%), Belo Horizonte (8,4%), Brasília (7,6%), São Paulo (7,1%), Salvador (6,2%), Campinas (5,7%), Florianópolis (5,1%), e Porto Alegre (4,6%).

O valor médio do metro quadrado do aluguel de salas e escritórios encerrou o ano em R$ 45,53 por metro quadrado. São Paulo segue como a cidade com o metro quadrado mais caro para locação no país, avaliado em R$ 54,40, em média.

O relatório que será apresentado pelo FipeZap nesta terça (21) também aponta qual é a cidade com a melhor rentabilidade do aluguel comercial, cálculo que leva em consideração a rentabilidade para o comprador que opta por investir em imóveis para locação.

Neste cenário, o retorno médio do aluguel de salas e conjuntos comerciais ficou em 6,7% ao ano, valor ligeiramente acima dos 6% de rentabilidade dos imóveis residenciais.

As cidades com as melhores rentabilidades aos investidores foram Salvador (9,5% ao ano), Campinas (7,8% a.a.), São Paulo (6,7% a.a.), Porto Alegre e Brasília (6,4% a.a.).

VENDA DOS ESCRITÓRIOS

Apesar da tímida alta de 0,4% nos preços dos escritórios comerciais para venda, 2024 rompeu um ciclo de nove anos em que este segmento do mercado apresentou variação negativa e andou de lado —em 2023, por exemplo, o índice de vendas recuou 0,6%.

“Após a crise de 2015/2016 e da pandemia, a incerteza em relação à economia desincentivou a compra de salas e conjuntos comerciais de até 200m². Contudo, a melhora da economia dos últimos anos e a valorização do aluguel comercial apontam para um princípio de inversão de tendência”, disse Paula Reis, economista do DataZap.

O preço médio do metro quadrado das salas e conjuntos comerciais de até 200 m² destinados a venda foi avaliado em R$ 8.421/m²

O índice FipeZap é um estudo feito pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em conjunto com o DataZap, hub imobiliário do grupo OLX.

DIEGO FELIX / Folhapress

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