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Prefeito de São Paulo diz que modelo de escola cívico-militar está sendo demonizado

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), saiu em defesa do modelo das escolas cívico-militar, sancionado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A jornalistas, nesta terça-feira (28), Nunes disse que o modelo está sendo “demonizado”.

“Estou impressionado como todo jornalista pergunta sobre escola cívico-militar. Parece que é algo de outro planeta, de Marte. Não estou conseguindo entender, ou não tenha me atualizado de como será a proposta”, afirmou o prefeito.

“Foi sancionado ontem. A gente nem sabe como vai ser a regulamentação. Vamos fazer tudo aquilo que for bom para as pessoas. Estão demonizando um negócio ainda pouco discutido”, completou Nunes.

No Palácio dos Bandeirantes, o modelo é tido como uma bandeira bolsonarista na área educacional.

Tarcísio passou a prometer a implementação das escolas cívico-militares depois que o governo Lula (PT) anunciou, em julho do ano passado, o fim do programa nacional de escolas cívico-militares criado por Jair Bolsonaro (PL).

Em seu projeto de reeleição neste ano, Nunes pretende contar com apoio de Tarcísio e Bolsonaro diante do pré-candidato à prefeitura e deputado Guilherme Boulos (PSOL), apoiado pelo presidente petista.

O modelo é opcional, caberá aos pais ou responsáveis escolher pela matrícula na instituição cívico-militar ou convencional.

O município também poderá firmar convênios com o governo estadual para implantar o modelo na rede municipal.

Apesar da falta de conhecimento do processo de regulamentação, Nunes antecipou que a capital irá aderir ao modelo. Uma das possibilidades, segundo o prefeito, é implementá-lo no ensino profissionalizante.

“No ensino médio tenho só 2.500 alunos, entre os mais de 1 milhão e 80 alunos que temos na rede. O restante está no ensino do estado. [O que podemos fazer] é utilizar as escolas profissionalizantes. No Brasil, o número de jovens desempregados está sempre batendo no dobro da média nacional”, afirmou o prefeito.

“A gente pode ter opções para os jovens fazerem cursos profissionalizantes, é importante, sempre ajuda. Pode ser curso de mecânica, de línguas. Eu fiz datilografia. Estamos colocando na rede, hoje, curso de DJ, de sonoplastia”, falou Nunes.

O projeto de Tarcísio prevê que os policiais militares da reserva que atuarem em escolas cívico-militares vão receber mais do que os professores da rede estadual paulista.

Pela proposta, os agentes aposentados vão receber um adicional de até R$ 6.034 —o valor é 13% superior ao piso salarial dos docentes em São Paulo.

Segundo a proposta de Tarcísio, os PMs da reserva vão atuar nessas escolas para cuidar da “segurança escolar” e desenvolver “atividades extracurriculares de natureza cívico-militar”.

“O conteúdo pedagógico continua sendo dos professores, o que muda é que poderá ter policiais e bombeiros trabalhando conjuntamente no ambiente escolar”, defendeu o prefeito.

“A gente tem policiais militares e bombeiros, pessoas que prestaram concursos e têm aptidão de colocar a sua vida em risco em prol da minha defesa, da sua defesa. Não vejo nada de errado”, concluiu.

CARLOS PETROCILO / Folhapress

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