RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

Prefeitura de SP notifica empresas de ônibus suspeitas de ligação com PCC e pode romper contratos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Prefeitura de São Paulo deu 15 dias para os responsáveis pelas empresas de ônibus Transwolff e UPBus comprovarem se elas têm capacidade de gestão para continuarem operando no transporte público municipal da cidade. Caso contrário, deverá ser feito pedido de caducidade dos contratos e abertura novas licitações. A notificação foi feita no último dia 31 de outubro.

As duas empresas estão sob intervenção da prefeitura desde abril, quando o Ministério Público paulista deflagrou a Operação da Fim da Linha.

As viações são suspeitas de ligação com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Os presidentes das duas chegaram a ser presos.

A reportagem não conseguiu contato com representantes das empresas. Em agosto, a Justiça proibiu o presidente da empresa de ônibus Transwolff, Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora, de conceder entrevista a veículos de comunicação e apresentar a versão dele sobre as acusações feitas pelo Ministério Público, do suposto envolvimento dele com o crime organizado.

Em agosto, a gestão Ricardo Nunes (MDB) contratou uma consultoria privada para analisar as duas empresas de ônibus.

Entre as análises a serem entregues estava um “detalhamento da identificação de potenciais perigos e riscos ao negócio das empresas e à continuidade da prestação do serviço público”.

Conforme publicação do Diário Oficial, a empresa Vanzolini receberia R$ 1,5 milhão pelo serviço. O prazo para execução do contrato foi até o final de setembro.

Segundo Nunes, a consultoria apontou inconsistência do ponto de vista de gestão, como incapacidade financeira.

“Agora tem um prazo de 15 dias para eles [empresários] nos apresentarem defesa”, disse o prefeito na manhã desta quinta-feira (7), durante um evento no centro de São Paulo.

Se as respostas forem acatadas, afirmou, elas continuam como concessionárias. “Se não forem satisfatórias, inicio o processo de caducidade, que é o processo de extinção do contrato, e abro nova licitação em seguida”, afirmou.

“A prefeitura não vai deixar que uma empresa sem condições financeiras continue atuando porque aí se colocaria em risco o pagamento de fornecedores ou o salário dos seus funcionários.”

Na entrevista, mais de uma vez o prefeito disse que não vai haver demissões, caso as intervenções continuem ou se novas empresas assumirem as frotas e as linhas.

A intervenção na Transwolff ocorreu por determinação da Justiça. No caso da UPBus, a decisão foi da própria administração municipal.

Os comitês de intervenção são compostos por representantes da SPTrans -estatal que gerencia o transporte público municipal- Controladoria-Geral do Município, Procuradoria-Geral do Município e Secretaria da Fazenda.

“[Os comitês] garantiram o atendimento de transporte aos passageiros, manutenções na frota , pagamento dos funcionários, fornecedores e obrigações fiscais”, diz a prefeitura.

A Transwolff, que atua na zona sul paulistana, opera 133 linhas, com 1.158 veículos que transportam 585 mil passageiros por dia.

Já a UPBus, da zona leste, tem frota de 158 ônibus, que circulam em 13 linhas e transportam 67 mil passageiros por dia.

Desde o início da intervenção, em 9 de abril, até o último dia 31, as duas empresas receberam quase R$ 510 milhões de remuneração bruta da Prefeitura, sendo que R$ 453 milhões foram para a Trasnwolff e R$ 56,2 milhões à UPBus.

FÁBIO PESCARINI / Folhapress

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS