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Previsão de tempestade em SP mobiliza gabinete de crise e Enel anuncia reforços

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A previsão de tempestade com rajadas de vento para este fim de semana em São Paulo mobilizou uma força-tarefa entre órgãos municipais e estaduais para minimizar os impactos do mau tempo após uma semana de calor recorde.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) passou a tarde desta sexta-feira (17) reunido com secretários, integrantes da Defesa Civil e prefeitos da região metropolitana e do litoral para discutir medidas a fim de evitar novo cenário de apagão como o que ocorreu no último dia 3, quando 4,2 milhões de domicílios ficaram no escuro após forte chuva com rajadas de vento.

gestão já havia anunciado a criação de um gabinete que terá Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Sabesp (Companhia de Saneamento de São Paulo) e representantes de distribuidoras de energia.

Segundo o coordenador da Defesa Civil, coronel Hengel Pereira, haverá 5 mil agentes do órgão em 620 municípios de prontidão para atender as ocorrências. Esse contingente se soma ao Corpo de Bombeiros e outras entidades, como as concessionárias de energia.

Haverá canais diretos de comunicação das prefeituras com a Defesa Civil e as empresas de energia elétrica, segundo o governo estadual. “O Centro de Gerenciamento de Emergência já existia aqui [no palácio], ele trabalha 24 horas. A gente otimizou isso trazendo cada responsável da sua área de atuação, que são 11 participante”, disse Pereira.

Na reunião no Palácio dos Bandeirantes, a Defesa Civil recomendou aos prefeitos que não realizem eventos ao ar livre no sábado, mas deixou a decisão final a critério de cada administração municipal.

Na capital, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) cancelou os eventos ao ar livre a partir das 16h deste sábado (18). Serão ao menos 55 programações canceladas. Em São Bernardo do Campo (ABC), por exemplo, o prefeito Orlando Morando (PSDB) decidiu fechar os parques às 14h de sábado.

Por enquanto, a continuidade da suspensão de eventos no domingo (19) deve depender de uma avaliação ao longo do fim de semana.

A Enel informou reforço nas equipes técnicas e a criação de um canal via SMS para informar a chegada de rajadas de vento. O sistema permitirá também o registro de falta de energia. Segundo a companhia, para informar a ocorrência, é preciso enviar mensagem com a palavra “luz” para o número 27373 seguida do número da instalação.

De acordo com a Defesa Civil, a chegada da frente fria é esperada a partir da tarde desta sexta-feira (17), e o alerta segue até domingo (19). As tempestades devem atingir especialmente no leste do estado, nas regiões do litoral norte, Vale do Paraíba, Baixada Santista, e a capital. As rajadas de vento poderão variar entre 60 km/h e 80 km/h, podendo alcançar, antes ou durante as chuvas, até 100 km/h. Há potencial para queda de árvores.

A queda de árvores está entre as principais causas do apagão que durou até três dias em maior parte da região metropolitana no início do mês. Naquele fim de semana, o Corpo de Bombeiros recebeu mais de mil ligações para o problema.

Procurada, a prefeitura informou que equipes irão vistoriar e fazer podas necessárias para reduzir a incidência de ocorrências com árvores.

O apagão em São Paulo escalou para a esfera política e houve uma série de embates entre o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e a concessionária Enel. Nesta quinta-feira (16), Nunes afirmou que pediu à Aneel (Agência de Energia Elétrica) o cancelamento do contrato de concessão da Enel.

Antes, o prefeito já tinha aumentado o tom contra a empresa e a acusou de mentir em postagem nas redes sociais sobre a demora da prefeitura em remover as árvores caídas. Segundo o presidente da Enel Distribuição SP, Max Xavier Lins, 95% das ocorrências de falta de energia foram provocadas por quedas de árvore.

A Folha de S.Paulo mostrou no último dia 10 que a gestão Nunes tem fila de 13,5 mil pedidos de podas pendentes na cidade. A licitação de quase R$ 1,1 bilhão para contratar o serviço foi suspensa após recomendação do Tribunal de Contas do Município na última sexta-feira (10). Segundo a Corte de contas, havia inconsistências no edital.

TULIO KRUSE E MARIANA ZYLBERKAN / Folhapress

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