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Protestos contra ‘lei ônibus’ de Milei têm novo confronto na Argentina

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – O segundo dia de protestos contra as reformas liberais de Javier Milei na Argentina teve um novo confronto entre policiais e manifestantes. As confusões aconteceram na praça em frente ao Congresso Nacional, no centro de Buenos Aires, onde deputados discutem a chamada “lei ônibus”.

A previsão é que as discussões se estendam pelo menos até esta sexta-feira (2), já que os congressistas precisam votar o projeto em geral e depois discutir artigo por artigo. Do lado de fora, o clima é de tensão desde que, nesta quarta (31), os atos cresceram e tiveram ao menos cinco detidos, um policial ferido e agressões a um jornalista e um apoiador de Milei.

No primeiro dia de protestos, parte dos manifestantes que ocupavam a mesma praça em frente ao Congresso fecharam pistas de avenidas próximas, o que vai contra o novo “protocolo antipiquetes” (bloqueio de ruas) do governo.

Nos primeiros dias do mandato, em dezembro, o governo de Javier Milei instituiu novo protocolo com tolerância zero contra o fechamento de vias por manifestantes, os chamados piquetes, inclusive com emprego de forças federais. O protocolo inclui também o destacamento de forças de segurança em carros e motos para romper o método de protesto utilizado por diversas organizações sociais.

A Folha de S.Paulo presenciou nesta quarta a detenção de pelo menos um homem, que ficou imobilizado de costas no chão por agentes federais por alguns minutos. Também avistou um policial deixar a multidão mancando, apoiando-se em colegas.

Um apoiador de Milei e um jornalista do canal LN+, do mesmo grupo do jornal La Nacion, foram agredidos por dois manifestantes. O primeiro levou um soco, e o segundo, uma cuspida, registradas em vídeos.

Outras quatro mulheres foram detidas e liberadas na manhã desta quinta (1º). Em vídeos nas redes sociais, elas contaram que não se conheciam: “Passamos 12 horas presas por cantar o hino nacional pacificamente sentadas em frente ao Congresso”, disse a militante Ivanna Bunge.

JÚLIA BARBON / Folhapress

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