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Próxima dos Bolsonaros, neta de ministro de Hitler perde eleições na Alemanha

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Neta de um dos ministros de Adolf Hitler e um dos expoentes da extrema direita alemã, Beatrix von Storch perdeu sua cadeira no Parlamento para a líder do partido A Esquerda (Die Linke), Ines Schwerdtner, nas eleições do domingo (23).

No Brasil, Beatrix, 53, ganhou notoriedade ao se encontrar com o então presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2021, quando defendeu uma aliança global entre conservadores. Eles posaram para fotos, sorridentes, no Palácio do Planalto, em Brasília. Sobre o brasileiro, ela disse: “Ao contrário do que diz a imprensa, ele é humilde, amável e bem-humorado no trato pessoal.” Beatrix também já se encontrou com Eduardo Bolsonaro.

Atualmente, Beatrix desempenha funções de liderança dentro do partido Alternativa para a Alemanha (AfD) e disputava o cargo no distrito de Berlin-Lichtenberg. Ela obteve 33.703 votos (21,9%), enquanto Ines, jornalista de 35 anos, venceu com 52.374 votos (34%).

Beatrix é neta de Lutz Graf Schwerin von Krosigk (1887-1977), ministro das Finanças na Alemanha nazista de 1932 a 1945. Ele foi condenado nos tribunais de Nuremberg por crimes de guerra e cumplicidade com o regime nazista, cumprindo uma pena reduzida. Após sua libertação, retirou-se da vida pública até sua morte.

Apoiadora do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Beatrix tem trajetória política conturbada. De acordo com a BBC, ela se envolveu em episódios que lhe renderam investigação por possível violação da lei contra crimes de ódio da Alemanha.

Em 2018, a polícia alemã pediu que Beatrix fosse investigada após postagens da deputada em redes sociais. À época, ela questionou a decisão da polícia da cidade de Colônia de publicar mensagens em árabe, como parte de uma campanha multilíngue.

A parlamentar disse: “O que diabos está acontecendo de errado neste país?”, disse. “Estão querendo agradar aos bárbaros, aos muçulmanos e a essa horda de homens estupradores?”. O Twitter (atual X) e o Facebook removeram as postagens, classificadas como discurso de ódio.

Em 2016, ela defendeu que a polícia alemã abrisse fogo contra imigrantes, incluindo mulheres e crianças, que tentassem entrar ilegalmente na Alemanha, algo que a então primeira-ministra, Angela Merkel, classificou como absurdo.

Descendente do grão-ducado de Oldenburg, que mais tarde comporia a Alemanha, Beatrix é contra o casamento homoafetivo e a existência da União Europeia. Ela declarou, em entrevista à BBC, em 2018, que seria um ato patriótico dos alemães ter mais bebês dada a baixa natalidade na nação.

TATIANA CAVALCANTI / Folhapress

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