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PT aprova resolução que critica ‘Faria Lima’ e pede reformulação na comunicação de Lula

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Diretório Nacional do PT aprovou por margem apertada neste sábado (7), em Brasília, resolução que critica o que chama de “artimanhas da Faria Lima” e cobra uma reformulação da comunicação do governo Lula.

Foram apenas 4 votos de diferença a favor do texto elaborado pela corrente majoritária do partido, a CNB (Construindo um Novo Brasil), 42 a 38.

Como é tradição no PT, o texto ainda pode ser emendado por sugestões das outras várias correntes internas da legenda.

As nove páginas do documento, que não aborda diretamente o mérito do recente pacote de cortes anunciado pelo governo e que foi recebido com desconfiança pelo mercado, afirma que Lula está tendo sucesso na área econômica e social, com destaque para a menor taxa de desemprego (6,2%) da série histórica e a também queda da pobreza e a extrema pobreza no Brasil em 2023.

Apesar disso, diz o partido, o mercado e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que é citado nominalmente no texto e chamado de “serviçal do sistema financeiro”, estariam tentando sabotar esse trabalho.

“A sociedade civil precisa manter-se vigilante e enfrentar as artimanhas da Faria Lima que visam minar conquistas econômicas e sociais por meio da especulação”, diz o texto, se referindo à disparada do dólar após o anúncio do pacote que mistura propostas de corte de gastos com o aumento da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês.

“Especuladores promoveram a maior alta do dólar na história (…) O método é claro: os especuladores agiram após ficarem sabendo que as medidas ficais do governo incluíam a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais. Trata-se de uma manobra claramente política para debilitar o governo e impedi-lo de continuar avançando no caminho do desenvolvimento e da justiça social”, diz o documento.

O PT também se coloca na resolução a favor da tarifa zero no transporte público, o fim da escala 6×1 no trabalho e o assentamento de 60 mil famílias do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), além da regulamentação das apostas online.

Como já é público, o partido também é contra a anistia ao 8 de janeiro de 2023 e voltou a defender a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para alterar o artigo 142 da Constituição de forma a não permitir mais interpretações de que as Forças Armadas podem ser consideradas um Poder moderador.

O texto defende ainda reformulação da comunicação do governo e a maior utilização de instrumentos como as transmissões em cadeia nacional de rádio e TV por Lula e ministros.

De acordo com o partido, “Lula faz um ótimo governo que precisa apenas ajustar o modo de comunicar e informar o seu povo”. As entregas “não estão se traduzindo em aumento de popularidade de Lula e de sua gestão”, afirma o texto.

“O presidente também não deve abrir mão dos instrumentos de comunicação de que dispõe. A utilização de transmissões em cadeia nacional de rádio e TV deveria ser uma constante nas atividades da Presidência e dos ministros e ministras que integram pastas cruciais, e não uma estratégia limitada a datas como o 7 de setembro.”

O próprio Lula criticou abertamente nesta sexta-feira (6) a área de comunicação do seu governo e prometeu mudanças.

“Há um erro do governo na questão da comunicação e sou obrigado a fazer as correções necessárias”, afirmou o presidente, em mensagem virtual para a sessão de encerramento do seminário “A Realidade Brasileira e os Desafios do Partido dos Trabalhadores”, evento que precedeu a reunião deste sábado.

Apesar de ser um dos partidos cujos congressistas estão entre os mais beneficiados por emendas parlamentares, o texto elaborado pela CNB critica o modelo dizendo que a falta de transparência sobre ele e o seu volume foram alguns dos motivos pelo fraco desempenho da sigla nas eleições municipais.

Segundo o texto, o modelo “levou o pacto federativo ao limite do absurdo e segue desafiando o modelo de presidencialismo vigente”.

RANIER BRAGON, MARIANA BRASIL E DANIELLE BRANT / Folhapress

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