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Queria um Superman para salvar esse mundo do caos, diz James Gunn no Brasil

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Com o morro do Pão de Açúcar às suas costas, no Rio de Janeiro, o cineasta James Gunn disse que o mundo precisa de um Superman para acabar com o caos que hoje impera. Ele e os atores principais do filme, David Corenswet e Rachel Brosnahan, estão no país para divulgar o novo filme do herói megamusculoso que atira laser pelos olhos.

“Há algo quase triste em relação ao Superman, porque todos queríamos ter alguém tão confiável e bondoso como ele para nos salvar desse mundo tão caótico”, afirmou o diretor para jornalistas na Casa de Santa Tereza, um espaço para eventos no centro do Rio.

A cidade foi uma das sete escolhidas para turnê de “Superman”, e a única latina. O filme, que estreia no dia 10 do mês que vem, marca uma nova fase do universo de heróis da DC Comics, após fracassos recentes como “Aquaman 2” e “Adão Negro”.

Na trama, o Superman tem de lidar com a ameaça de Lex Luthor, que tenta instigar uma guerra, mas também com seus dramas internos. É a versão mais humanizada de um herói, que por décadas foi considerado engomadinho demais, de moral inabalável, e, portanto, nada humano.

Corenswet, o protagonista, disse que essa pegada dramática dada ao personagem foi justamente o que empolgou ele nas gravações. Esse é o primeiro grande papel da carreira do ator americano. “Fiquei surpreso com o quão animado James Gunn estava para discutir as cenas que são apenas diálogos. Não lhe interessava só os momentos de ação, ou os grandes cenários.”

Este é o quarto retrato do Superman nos cinemas, antes interpretado por Christopher Reeve, nos anos 1970 e 1980, depois por Brandon Routh, em 2006, e mais recentemente por Henry Cavill, em filmes como “Homem de Aço” (2013) e “Batman vs. Superman” (2016).

Gunn foi contratado para encabeçar o reinício da DC nos cinemas. O diretor foi peça-chave no sucesso da empresa rival, a Marvel, porque fez os Guardiões da Galáxia, antes personagens esquecidos, virarem celebridades —o segundo filme, de 2017, fez 863 milhões de dólares de bilheteria. Na DC, Gunn fez a versão celebrada de “O Esquadrão Suicida”, depois de uma encarnação mal-recebida do grupo.

Conhecido por fazer filmes coloridos, escrachados, e debochados, Gunn diz ter se visto diante de um desafio —dar uma roupagem moderna, mas ainda tradicional, ao que ele considera o super-herói primário da cultura pop.

Para isso, diz ter se policiado para repensar não somente ao seu protagonista, mas também a jornalista Lois Lane, par romântico do herói, por vezes retratada como uma donzela em perigo.

Agora ela é interpretada pela americana Rachel Brosnahan, conhecida por fazer o papel principal da série “A Maravilhosa Mrs. Masel”. No Rio, a atriz afirmou ter procurado jornalistas investigativos para entender o ofício. A personagem é repórter no principal jornal da cidade fictícia de Metropolis. “Passei a respeitar muito mais a profissão depois disso, ainda mais hoje, nesse mundo em que vivemos.”

O jornalista viajou a convite da Warner Bros.

GUILHERME LUIS / Folhapress

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