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Recordista no UFC, Alex Poatan analisa chance de buscar 3º título inédito

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Alex ‘Poatan’ Pereira conversou com o UOL e analisou a possibilidade de buscar o inédito terceiro cinturão do UFC. Ele é primeiro lutador brasileiro entre os homens a se sagrar campeão em duas categorias diferentes e pode quebrar um novo recorde.

Poatan afirmou que não tem planos a curto de subir novamente de categoria e que busca “um passo de cada vez”. Isto é, em suas próprias palavras, “continuar ganhando as lutas”.

O brasileiro ainda disse que pode ir para o peso-pesado se seu corpo assim “achar” necessário. Ele ponderou que o processo tem que ser natural, sem forçar uma mudança para a categoria até 120,2 kg,

O detentor do cinturão dos meio-pesados contou que foi “praticamente obrigado” a subir para a categoria atual. Após ser multicampeão no kickboxing, ele entrou no UFC no peso-médio (83,9 kg), em novembro de 2021, e subiu para os meio-pesados (92,9 kg) em julho deste ano.

“Não tenho planos [de buscar 3º cinturão], é um passo de cada vez, ganhando lutas e assim por diante”, disse Poatan, ao UOL.

Mudança natural: “Assim como foi no peso-médio, perguntaram se queria mudar para o meio-pesado. Eu disse que estava bem, que quando meu corpo achasse que tinha que subir, ia fazer isso. Falo a mesma coisa, se meu corpo achar que tenho que subir [para os pesados], vai ser de uma forma natural, nada forçado”.

1ª subida de peso: “Quando lutava kickboxing, era muito fácil a perda de peso porque tinha um tipo de treino. Quando comecei a treinar no MMA, tem muito grappling, mudou meu corpo, ganhei rapidamente 10 kg. Então, para tirar o que eu tirava, mais 10 kg, foi ficando difícil, ficou difícil de perder peso. Fui obrigado praticamente a subir [para o meio-pesado]. Isso estava me desgastando muito, não tendo uma boa performance, vi que era necessário e foi o que fiz”.

O QUE MAIS POATAN DISSE

Vida pós-cinturão dos meio-pesados: “Fica difícil de cair a ficha ainda, mas estou curtindo o momento. Parte financeira muito importante, qualidade de vida, condição melhor pra família, isso muda. Reconhecimento também. Muitas pessoas que desacreditavam, nesta quarta-feira (3) acreditam, consigo mudar a forma como as pessoas enxergam”.

Mais holofotes: “A gente está ali, tem todo o potencial, mas não estamos na vitrine, ninguém está vendo. Quando acontece algo grandioso [como ganhar cinturão], começam a ver mais e ir atrás da nossa história. Ver a realidade de onde saí, da periferia, o que conquistei, onde cheguei, onde posso chegar… As pessoas começam a se interessar mais, isso é muito importante”.

Missão no UFC: “Objetivo é ganhar sempre a próxima luta. Muitos me perguntaram, até antes de ganhar o cinturão, se entrar para o Hall da Fama era meu objetivo dentro do UFC, porque entrei no Glory [kickboxing]. Vou fazer meu trabalho, não vou pensar nisso, não depende de mim. Só vou fazer minha parte que é ganhar as lutas, e depois as pessoas vão decidir onde devo estar”.

Possível data de retorno: “Antes de abril [de 2024] não me vejo lutando não, quero descanso também, lutei bastante. E depois de junho já é muito. Vai ficar entre abril e junho, isso é o que eu planejo”.

Próximo adversário: “Com Adesanya está um empate no MMA, 1 a 1, achei que ele estava a fim de fazer uma outra luta, mas depois daquela chamada, vi que ele levou na brincadeira, não sei por que, se não tem interesse. Depois analisei bem e vi que ele tinha alcançado o que queria, que era uma vitória, acho que não precisa de mais nada, não quer mais nada. Depois das brincadeiras dele, deixei de lado e não forcei mais, fui para o que interessa. Tem muitos caras que estão esperando essa oportunidade”.

Redação / Folhapress

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