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Reformada em 2022, praça no centro de São Paulo está fechada para público

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Balanços, gangorras, quadras de skate e basquete foram instalados uma praça no centro de São Paulo pela prefeitura há mais de dois anos. Hoje, porém, os equipamentos não estão disponíveis para o público.

A praça Cleveland, construída entre a alameda Cleveland e a rua Helvétia, foi cercada de grades e trancada pela gestão municipal e ninguém consegue utilizá-la.

A reportagem esteve no local na manhã desta terça-feira (8) e, apesar de os equipamentos parecerem novos e com pouco uso, já é possível notar sinais de abandono como grama alta, ferrugem e lixo.

À reportagem a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), por meio da Subprefeitura Sé, afirma que a praça foi aberta em 15 de outubro de 2022, mas sofreu uma série de atos de vandalismo, que danificaram equipamentos infantis, portões e itens da quadra poliesportiva. O espaço foi fechado em junho de 2023, de acordo com a pasta.

“Atualmente, a administração municipal estuda, junto à comunidade, alternativas para garantir o uso adequado e seguro do espaço. Será realizado um encontro para debater e definir a abertura do equipamento”, diz a gestão municipal.

A praça foi inaugurada em novembro de 2022. No site da prefeitura, que celebra a reabertura, é lembrado que o local ficou conhecido como a “Praça do Cachimbo” por ter concentrado mais de 4.000 pessoas que faziam uso de drogas a céu aberto.

Moradores da região lamentam a situação. Wellington Gusmões, que vive a cinco minutos da praça, lembra que, depois da reabertura, se passaram poucas semanas até usuários voltarem a frequentar o local.

“Desde então, ninguém mais teve acesso. As crianças sentem muita falta do espaço. É um crime permanecer fechado”, diz ele.

Também moradora da região, Stefani Aparcana conta que levava o filho mais velho, de seis anos, para brincar na praça. “Foi uma surpresa muito boa”, lembra.

“É muito triste ver um lugar que tem potencial e preparo para crianças simplesmente fechado, sem uso”, diz ela, que afirma que o fechamento também entristece os filhos, que pedem para brincar no local. “Ele ficava chateado quando falávamos que não dava mais. Hoje, ele vê ela fechada e me pergunta o porquê, eu simplesmente digo que não sei, mas que é uma pena mesmo não podermos voltar lá.”

Rose Correa, presidente da Associação de Moradores do Campos Elíseos, Luz, República e Santa Efigênia, também critica que o local esteja fechado. Ela afirma que levou a reclamação para a subprefeitura e foi informada de que, para abrir, a associação teria que ser responsável pelo cuidado da área. Para ela, a responsabilidade pela praça deve ser da gestão municipal.

Em uma solicitação realizada neste ano, o subprefeito da Sé, Álvaro Batista Camilo, afirma que a gestão compreende “a importância da plena utilização desse espaço pela comunidade local” e condiciona a abertura à regulação de horários, com funcionamento no período matutino e fechamento no período noturno.

Outra condição é a formação de uma comissão de moradores, de cinco a nove membros, que deve ser responsável por estabelecer e coordenar os horários de funcionamento da praça, bem com “intermediar eventuais ajustes junto à administração pública”.

Na resposta, o subprefeito afirma colocar à disposição para “prestar o suporte necessário nesse processo” e diz que o compromisso do órgão é com a “melhoria contínua da qualidade de vida na região”.

ISABELLA MENON / Folhapress

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