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Rio de Janeiro confirma duas novas mortes por febre oropouche

O estado do Rio de Janeiro registrou mais duas mortes causadas pela febre oropouche. A informação foi confirmada hoje pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ).

O que aconteceu

As vítimas são duas mulheres, de 34 e 23 anos, moradoras de Macaé, no Norte Fluminense, e Paraty, na Costa Verde. Ambas começaram a apresentar sintomas em março deste ano, foram internadas, mas não resistiram e faleceram poucos dias depois.

Apesar da gravidade dos casos, o estado informou que os episódios são considerados isolados. Desde então, não houve novos registros de internações ou óbitos relacionados à doença nesses municípios. As amostras foram analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ).

Com os novos casos, o número de mortes por febre oropouche no estado sobe para três neste ano. Até o momento, foram confirmados 1.581 casos da doença, segundo a Secretaria de Estado de Saúde.

A febre oropouche é uma arbovirose, ou seja, uma doença transmitida pela picada de um mosquito. A transmissão da doença é causada pelo inseto Culicoides paraense, conhecido como maruim. Os mosquitos do gênero Culex também podem ser vetores.

A Febre do Oropouche é nova no nosso estado e requer atenção redobrada. O maruim é bem pequeno e comum em regiões de mata. Por isso, recomendamos o uso de roupas que cubram a pele, aplicação de repelente, limpeza de terrenos e áreas com criação de animais, além da instalação de telas finas em portas e janelas.

Mário Sergio Ribeiro, subsecretário de Vigilância em Saúde do RJ

O que é a febre oropouche?

A febre Oropouche é causada pelo Orthobunyavirus oropoucheense (OROV), um arbovírus como os vírus da dengue, chikungunya e zika. É transmitido pela picada de mosquitos, especialmente o Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora.

Mais raramente, o mosquito Culex quinquefasciatus, popularmente chamado de pernilongo ou muriçoca, também pode transmitir o vírus.

O diagnóstico é clínico, epidemiológico e por meio de exames laboratoriais.

Como ocorre a transmissão da febre oropouche?

Depois de picar um animal infectado, o mosquito permanece com o vírus por alguns dias. Posteriormente, ao picar uma pessoa saudável, ele pode transmitir o vírus para ela.

De acordo com o Ministério da Saúde, há dois ciclos de transmissão da doença:

Ciclo silvestre: os principais hospedeiros são o bicho-preguiça e os primatas não humanos. O vetor mais comum é o Culicoides paraenses.

Ciclo urbano: os seres humanos são os hospedeiros mais frequentes. O principal vetor é o Culicoides paraenses, mas o Culex quinquefasciatus pode transmitir a doença ocasionalmente.

Quais os sintomas da febre oropouche?

Os sintomas da febre oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia.

Geralmente, os sintomas duram de cinco a sete dias. Contudo, após a recuperação, cerca de 60% dos pacientes com febre oropouche voltam a apresentar os sintomas da doença.

Existe tratamento específico ou vacina para a doença?

Não existe tratamento específico para a febre oropouche. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento médico.

Da mesma forma, não há vacina contra a doença.

Como prevenir a febre oropouche?

Evite áreas onde há muitos mosquitos, se possível;

Use roupas que cubram a maior parte do corpo e aplique repelente nas áreas expostas da pele;

Mantenha a casa limpa, removendo possíveis criadouros de mosquitos, como água parada e folhas acumuladas;

Proteja sua residência com telas de malhas finas nas portas e janelas. Isso também evita a transmissão de outras arboviroses;

Por fim, se houver casos confirmados na sua região, siga as orientações das autoridades de saúde locais para reduzir o risco de transmissão, como medidas específicas de controle de mosquitos.

LUAN SANTOS / Folhapress

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