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Rival de Pochmann em Campinas avaliza indicação ao IBGE

PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) – O economista Márcio Pochmann, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a presidência do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), tentou em duas oportunidades ser prefeito de Campinas (SP). Em ambas, em 2012 e 2016, o vencedor foi o hoje deputado federal Jonas Donizette (PSB).

Hoje, Donizette aprova a indicação do antigo rival. “Ele é uma pessoa preparada, sem dúvida. Sempre participou dos programas de governo e conta com a admiração sincera do presidente Lula. É natural, para mim, que fosse aproveitado de alguma forma”, diz.

Em 2012, o PT vivia o auge da popularidade de Dilma Rousseff na Presidência, que tinha 80% de aprovação, e o partido montou uma estratégia focada em concentrar esforços para vencer as eleições municipais em São Paulo, São Bernardo do Campo e Campinas.

Os hoje ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Luiz Marinho (Trabalho e Emprego) venceram na capital e em São Bernardo. Em Campinas, houve esforço pessoal de Lula para emplacar Pochmann, um nome de sua admiração, mas pouco conhecido e com pouca vivência na política.

“Foi nessa tecla que eu bati. Que ele era um acadêmico, alguém com pouca vivência da cidade, enquanto eu vinha de cinco mandatos [três como vereador e dois como deputado estadual]. Foi o que me salvou”, diz Donizette.

Nos primeiros programas eleitorais, Pochmann se apresentava como um técnico do governo Lula, assim como Dilma. Além de pai de dois filhos campinenses (ele é gaúcho, de Venâncio Aires), morador de Campinas, professor da Unicamp e autor de 43 livros.

Com depoimentos de Lula, Dilma, Aloizio Mercadante, Marina Silva e padre Julio Lancelotti, Pochmann saiu de 1% nas primeiras pesquisas e foi ao segundo turno com 28,5% dos votos, superando o prefeito que concorria à reeleição, Pedro Serafim Júnior (PDT). No segundo turno foi vencido por Donizette por 57,7% a 42,3%.

Em 2016, tentou outra vez, mas em um contexto pós-impechment de Dilma, foi apenas o terceiro colocado, com 15%. Donizette se reelegeu com facilidade, com 65,7% dos votos em primeiro turno.

Hoje, os dois estão no mesmo espectro político. Donizette conta ter participado dos inúmeros almoços para trazer o vice-presidente Geraldo Alckmin para o PSB e se tornou um dos vice-líderes do governo, embora diga que em Campinas PSB e PT ainda sejam rivais.

Ele diz manter com Pochmann uma relação cordial -“daqueles que não chegam a ser amigos, mas que se cumprimentam no aeroporto”.

CAUE FONSECA / Folhapress

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