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RJ leva 53 para delegacia por suspeita de boca de urna; ministério cita 17 presos no país

BRASÍLIA, DF, RIO DE JANEIRO, RJ, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Ministério da Justiça informou que 17 pessoas foram presas neste domingo (27) em decorrência de supostos crimes eleitorais.

Desse total, 10 foram em João Pessoa (PB), 3 em Niterói (RJ), 2 em Campo Grande (MS), 1 em Imperatriz (MA) e 1 em Pelotas (RS).

O balanço da pasta, atualizado às 15h deste domingo, conta 46 crimes eleitorais. O mais comum é o de boca de urna, com 17 ocorrências, e propaganda irregular, com 11.

A pasta lista ainda uma arma apreendida e três candidatos conduzidos para a Polícia Federal.

A PF informou que bens totalizando R$ 92,5 mil foram apreendidos durante as votações R$ 1,1 mil em espécie. Entre os bens apreendidos, está um carro de R$ 57 mil.

Em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, 53 pessoas foram levadas à delegacia da Polícia Federal, segundo o TSE (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio de Janeiro. Foram 12 ocorrências do tipo, segundo o tribunal. Niterói e Petrópolis são os únicos municípios do estado que estão realizando o segundo turno neste domingo (27).

Os incidentes em Niterói ocorreram em sete locais, incluindo o Clube Naval Charitas, onde 11 pessoas foram detidas; no Barreto, com cinco conduzidos; e em Piratininga, onde quatro pessoas foram levadas. Até as 11h30, duas urnas apresentaram falhas e precisaram ser substituídas. As seções eleitorais estarão abertas até as 17h.

O presidente do TRE-RJ, Henrique Carlos de Andrade Figueira, fez um apelo aos eleitores, alertando sobre o mau tempo. Ele pediu que as pessoas se dirijam o quanto antes aos locais de votação, pois a forte chuva da tarde pode dificultar o processo eleitoral e aumentar a abstenção, destacando a importância da participação de todos no “dia de festa da democracia”.

Em São Paulo, a Polícia Militar recolheu totens com a caricatura e o número do atual prefeito e candidato à reeleição Ricardo Nunes (MDB ) por volta das 9h30 deste domingo (27), em frente à escola estadual Seminário Nossa Senhora da Glória.

Alguns dos materiais de campanha irregular de Nunes estavam a menos de 500 metros do colégio do bairro Ipiranga no dia do segundo turno das eleições municipais de São Paulo.

A campanha de Boulos entrou com pedido na Justiça Eleitoral, e a decisão para a retirada foi emitida pelo juiz Rodrigo Marzola Colombini. O magistrado justificou que a prática se enquadra como crime eleitoral, tendo em vista que no dia da eleição “é vedada qualquer tipo de propaganda eleitoral, facultada apenas a manifestação individual e silenciosa do eleitor”.

No primeiro turno, o prefeito superou o candidato da oposição, deputado federal Guilherme Boulos (PSOL ), nesta mesma região da zona sul da capital paulista.

LUCAS MARCHESINI, BRUNA FANTTI, GUSTAVO LUIZ E JARDIEL CARVALHO / Folhapress

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