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Sabesp tem interesse em qualquer leilão no estado de São Paulo, diz CEO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente da Sabesp, Carlos Piani, afirmou nesta terça-feira (12) que a companhia tem interesse em entrar em novos negócios dentro do estado de São Paulo.

Em conferência de apresentação de resultados, o CEO disse que leilões de saneamento no atacado, com mais cidades integrando o projeto, são mais relevantes para a estratégia.

“Do nosso ponto de vista, o que eu posso dizer é que temos interesse em olhar qualquer oportunidade que venha a aparecer aqui no estado”, afirmou.

Sobre a possibilidade de a Sabesp entrar em leilões fora de São Paulo, Piani foi menos enfático e ponderou que a companhia terá de executar um grande volume de investimentos nos próximos anos.

“Se de fato nós analisarmos essas oportunidades [fora do estado] e acharmos interessante a relação risco-retorno, nós vamos tentar convencer o conselho e vender essa história para o mercado. Mas eu diria que o cenário base é avançar na universalização.”

Atualmente, dos 645 municípios paulistas, 371 são atendidos pela Sabesp. Nos últimos meses, o Governo de São Paulo vem trabalhando para estruturar leilões de concessão do serviço de saneamento como parte do programa Universaliza SP.

Levantamento feito pela ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) mostra que, para universalizar o serviço de saneamento nos municípios não atendidos pela Sabesp, são necessários cerca de R$ 25 bilhões de investimentos.

A conferência desta terça foi a primeira em que Piani participou como CEO. O executivo assumiu o cargo no começo de outubro e terá a missão de executar um plano de investimentos de R$ 70 bilhões até 2029.

Em 2025, a estimativa é investir cerca de R$ 12 bilhões, cifra que Piani disse ser factível. “A Equatorial, no ano passado, investiu R$ 11,3 bilhões. Então, é possível. Nós temos que organizar a casa.”

Sobre o foco no curto prazo, Piani destacou as obras ligadas ao IntegraTietê, programa que prevê série de medidas em prol do rio Tietê, como a expansão das estações de tratamento de esgoto. Segundo ele, essas obras precisam começar agora, pois levam de dois a três anos para serem concluídas.

Para executar o plano de investimentos com mais agilidade e menor risco de interrupção, Piani disse que a estratégia da Sabesp é dividir os contratos para ter mais opções de prestadores de serviço, em vez de oferecer grandes pacotes em que poucas companhias são capazes de operar.

Mais cedo, a Sabesp havia anunciado que decidiu cancelar as projeções de investimento para o período entre 2024 e 2028, que previam desembolsos de R$ 47,4 bilhões para adição de milhares de ligações de água e esgoto, além de expansão e melhoria de sistemas.

De acordo com o diretor financeiro, Daniel Szlak, as projeções eram antigas, pré-privatização, e a nova gestão da companhia está reavaliando todo o fluxo de investimento para os próximos anos.

Segundo ele, o objetivo com o cancelamento das projeções foi tirar as metas periódicas que a Sabesp precisava atingir.

“Nossa missão é entregar a universalização. Estamos olhando muito mais o fator U [universalização] do que se a Sabesp fez R$ 1 bilhão de capex no mês ou R$ 900 milhões”, afirmou Szlak.

THIAGO BETHÔNICO / Folhapress

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