Saiba por que futebol é soccer e não football nos EUA

A velha discussão volta a aparecer nas arquibancadas e nas redes: por que eles chamam futebol de "soccer" e não de "football"?

Reprodução: Site oficial Inter Miami

Com os Estados Unidos como um dos anfitriões da Copa do Mundo de 2026, a velha discussão volta a aparecer nas arquibancadas e nas redes: por que eles chamam futebol de “soccer” e não de “football”?

O termo “soccer” não nasceu nos EUA, mas no Reino Unido. A palavra surgiu como uma forma de diferenciar o futebol padronizado pela FA (Football Association) de outros esportes que também eram chamados de football, como o rúgbi e o futebol americano.

Em 1863, a criação da Football Association, em Londres, ajudou a separar o futebol do rúgbi. A entidade definiu regras para o esporte que hoje é o mais popular do planeta, e essa padronização levou ao nome “association football”.

“Association football” foi encurtado até virar “soccer”. O nome foi abreviado para association e depois para assoc, até ganhar o sufixo “er” -formando “soccer”, termo que se popularizou nos Estados Unidos.

Nos EUA, “football” já era o nome do futebol americano quando o futebol chegou ao país. Por isso, o termo “soccer” acabou sendo usado para evitar confusão entre as modalidades.

Outros países também ajudaram a espalhar o uso de “soccer”. Canadá, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul aparecem como exemplos de lugares onde o termo foi adotado, enquanto os britânicos deixaram de usá-lo por volta dos anos 1980 e voltaram a chamar o esporte de football.

 

COMO A COPA DE 2026 REACENDE A DISCUSSÃO

Os Estados Unidos são um dos países-sede da atual edição da Copa do Mundo. Eles estão no grupo D, junto a Austrália, Paraguai e Turquia.

A estreia dos EUA na Copa do Mundo de 2026 colocou o país no centro das atenções dentro e fora de campo. A seleção venceu o Paraguai por 4 a 1 em Los Angeles, no SoFi Stadium, e fez a maior goleada dos norte-americanos em Copas. Foi a primeira vez que o time marcou quatro gols em um jogo de Mundial.

A seleção dos EUA chega ao Mundial com uma geração formada no mais alto nível do futebol. Dos 15 jogadores que entraram em campo contra o Paraguai, apenas três não atuam no futebol europeu, com nomes como Christian Pulisic (Milan), Weston McKennie (Juventus) e Sergiño Dest (PSV) entre os destaques.

O jogo também teve casa cheia, com 70 mil torcedores em Los Angeles. “Incrível, foi incrível. Era isso que a gente esperava (a torcida lotando o estádio). Ando falando para todos sobre essa sensação, a torcida foi incrível. Eles entenderam que o futebol é grande”, disse Mauricio Pochettino.

 

Redação / Folhapress

 

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