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Saneamento na bacia do rio Pinheiros gera quase R$ 8 bi em benefícios para cidades de SP, diz estudo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O saneamento na bacia do rio Pinheiros, composta pela capital paulista, por Embu das Artes e por Taboão da Serra, gerou quase R$ 8 bilhões de impacto econômico para a região entre 2000 e 2022, com redução de custos de saúde, arrecadação de impostos, valorização do mercado imobiliário e impulsionamento da renda proveniente do turismo.

É isso que aponta um estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil divulgado nesta segunda-feira (16).

O número é a diferença entre os benefícios totais e os custos sociais, que abrangem obras de infraestrutura e pagamento de tributos por famílias paulistas que passaram a ter acesso à rede de esgoto.

Luana Pretto, presidente do Trata Brasil, explica que, a partir de dados do Datasus, do Ministério da Saúde, o instituto pôde estimar, por exemplo, o impacto econômico positivo gerado por internações evitadas. O valor da economia total com a melhoria das condições de saúde da população do estado entre 2000 e 2022 foi de R$ 1,503 bilhão, segundo a entidade.

O estrato da população mais beneficiado é o de baixa renda, afirma Luana.

“A gente consegue saber, estratificando exatamente onde a bacia hidrográfica atende, quem tem ou não tem acesso ao saneamento, a renda média dessas pessoas, a escolaridade média das crianças com e sem saneamento. Todos esses dados são avaliados e estratificados para que se possa entender o real impacto de quando o saneamento chega”, diz.

A diminuição no número de internações ajuda a preservar a produtividade da região. Segundo o estudo, o valor do aumento de renda do trabalho com a expansão do saneamento entre 2000 e 2022 foi de R$ 661,7 milhões, aproximadamente.

Luana afirma que cada episódio de diarreia afasta o adulto por 2,9 dias, em média, do seu trabalho. Por isso, o investimento em saneamento ajuda a preservar a renda e a produtividade da região, explica.

“Imagine um pedreiro ou uma diarista. Eles só vão ganhar se trabalharem, porque eles não são celetistas. Quando não trabalham, não ganham. Automaticamente, a gente tem uma perda de produtividade.”

Ainda de acordo com o Instituto Trata Brasil, entre 2000 e 2022, os ganhos com o turismo provenientes da valorização ambiental obtida com a despoluição dos rios e córregos da capital e com ampliação da oferta universal de água tratada em alguns locais alcançaram o patamar de R$ 486,9 milhões.

O mercado imobiliário também foi beneficiado. Segundo Luana, na região, o aluguel médio de imóveis onde há acesso a saneamento é de R$ 1.529. O valor cai para R$ 685 onde não há acesso a saneamento.

De acordo com o Instituto Trata Brasil, nos últimos 22 anos, 589 mil moradores da região da bacia do Rio Pinheiros passaram a ter acesso a água tratada, e 840 mil passaram a ter acesso à coleta de esgoto.

“Esse modelo [de saneamento do rio Pinheiros] pode ser replicado em diferentes bacias hidrográficas, seja em nível nacional ou até mesmo quando a gente pensa no rio Tietê. A ação da implementação da coleta de tratamento de esgoto traz resultado de melhoria da qualidade do rio e de melhoria da saúde, da qualidade de vida da população”, afirma.

PAULO RICARDO MARTINS / Folhapress

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