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Secretário de Comércio dos EUA diz que negociação com China está ‘indo bem’

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Representantes dos EUA disseram que as conversas com a China estão “indo bem” após o segundo dia de reuniões entre os dois países, em Londres, para tentar encerrar a guerra comercial entre as maiores economias do mundo.

“Tivemos dois dias de conversas produtivas. Elas estão em andamento”, afirmou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.

Antes do encontro desta terça, o secretário de Comércio, Howard Lutnick, também havia mostrado otimismo. “As conversas estão indo bem, estamos passando muito tempo juntos”, afirmou na chegada à Lancaster House, onde foi realizado o encontro com os chineses.

Além de Lutnick e Bessent, o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, também participa das negociações que ocorrem uma semana após Donald Trump e Xi Jinping falarem pela primeira vez ao telefone.

Os encontros marcam as primeiras conversas presenciais entre He e Bessent desde uma trégua de 90 dias negociada em 12 de maio em Genebra, quando concordaram em reduzir as tarifas de seus respectivos países sobre o outro em 115 pontos percentuais.

Bessent afirmou que voltará aos EUA, mas que as negociações prosseguirão. “Tenho que voltar a Washington para testemunhar perante o Congresso amanhã (quarta-feira). Meus colegas, o secretário Lutnick e o embaixador Greer, continuarão, conforme necessário, com a delegação chinesa”, disse.

As negociações são um esforço para garantir que duas questões contenciosas -as exportações chinesas de terras raras para os EUA e os controles americanos de exportação de tecnologia para a China- não atrapalhem as conversas comerciais mais amplas.

Antes da primeira rodada de negociações em Genebra, Bessent alertou que o alto nível de tarifas que cada lado havia imposto ao outro equivalia a um embargo ao comércio bilateral. Ressaltando os riscos, as exportações chinesas para os EUA caíram mais acentuadamente em maio, na comparação anual, do que em qualquer momento desde a pandemia em 2020.

Enquanto os EUA acusaram a China de não honrar seu compromisso de Genebra de aliviar as restrições às exportações de terras raras, Pequim aumentou a pressão sobre Washington para eliminar os controles de exportação relacionados à tecnologia. Também ficou irritada com o fato de os EUA terem anunciado novas restrições após a reunião de Genebra.

Os EUA acusaram a China de protelar as aprovações de remessas de terras raras, que são importantes para as indústrias de defesa, automóveis e tecnologia. O ritmo lento das aprovações afetou as cadeias de suprimentos de manufatura nos EUA e na Europa.

Pequim, por sua vez, acusou Washington de “violar seriamente” o acordo de Genebra ao emitir novos alertas sobre o uso de chips da Huawei globalmente, interromper as vendas de software de design de chips para empresas chinesas e cancelar vistos para estudantes do país.

Na segunda-feira, um alto funcionário da Casa Branca indicou que Trump poderia aliviar as restrições à venda de chips para a China se Pequim concordasse em acelerar a exportação de terras raras.

Isso representaria uma mudança significativa de política em relação à administração Biden, que implementou o que chamou de abordagem de “pequeno quintal, cerca alta”, projetada para restringir a capacidade de Pequim de obter tecnologia americana que poderia ser usada para ajudar o exército chinês.

Redação / Folhapress

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