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Sem convite, Valentina Herszage revela planos para o Oscar

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Mesmo sem convite para assistir à cerimônia de premiação do Oscar, Valentina Herszage, 26, estará em Los Angeles no próximo domingo (2). Ela e boa parte do elenco decidiram torcer de perto pelo filme “Ainda Estou Aqui”. “Vamos ver em algum lugar lá e depois a comemoração será em um bar com todo mundo”, conta à reportagem.

A atriz diz que as três indicações do filme já são uma vitória para o cinema brasileiro, mas, sem falsa modéstia, acredita na conquista de pelo menos uma estatueta. “Acredito, sim. Temos boas chances e eu estou bem confiante, comenta. “Também seria um pecado não ganharmos nenhuma categoria, né?… O filme é lindo, incrível… Ai… Vamos torcer!”

Valentina se emociona com os recordes de espectadores (e bilheteria) que a produção vem batendo. “Não finjo costume (risos)”, diz. “É muito potente essa repercussão.”

O longa, baseado no livro com o mesmo título de Marcelo Rubens Paiva, conta a história verídica da mãe dele, Eunice Paiva (Fernanda Torres). Ela era casada com Rubens Paiva (Selton Mello), deputado cassado na ditadura militar. Em 1971, ele foi preso, torturado e morto. Os dois tiveram cinco filhos, e Valentina interpreta Vera, a primogênita do casal.

O filme de Walter Salles não é a única produção com a atriz que aborda esse período sombrio da história brasileira. Também no ano passado foi lançado “O Mensageiro”, da diretora Lúcia Murat, no qual Valentina interpreta a protagonista, Vera, uma jovem militante presa e torturada.

Seu contato com o mundo exterior se dá por meio de Armando (Shi Menegat), um soldado que, ao procurar os pais da moça -vividos por Floriano Peixoto e Georgette Fadel- para dar notícias da filha, passa a questionar se as Forças Armadas são realmente seu lugar.

“Foi uma experiência incrível, porque gravei os dois filmes em um período bem próximo sobre a ditadura militar, e são trabalhos que me acrescentaram como um ser humano atento aos problemas da sociedade”, observa Valentina. “O Brasil mudou, o mundo também vem mudando com a extrema direita pressionando vários governos e países, e nós, artistas, respondemos com cultura e arte. Isso é o que mais me interessa.”

ANA CORA LIMA / Folhapress

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