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Sesc abre sua maior unidade do interior de SP, e diretor mira periferia na capital

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Sesc inaugura nesta quinta-feira (28) sua maior unidade do interior paulista, a de Franca, cidade com cerca de 350 mil habitantes, a 400 km de São Paulo. O edifício tem 35 mil metros quadrados de área construída, superando o Sesc Araraquara, até então a maior unidade do interior do estado.

A abertura em Franca integra o plano de expansão do Sesc-SP. Trata-se da 43ª unidade no estado, que terá mais nove inaugurações até 2033, segundo a direção da entidade.

Escolhido após concurso, o projeto arquitetônico é assinado por um consórcio de escritórios paulistanos, o SIAA, representado por César Shundi Iwamizu e Bruno Salvador, e o Apiacás, de Anderson Freitas. As obras começaram em janeiro de 2019 e tiveram seu ritmo comprometido pelas paralisações durante a pandemia. A conclusão se dá depois de quase seis anos.

Além das dimensões, a unidade de Franca se diferencia das demais pelo olhar mais atento para a sustentabilidade. “Os arquitetos trabalharam muito em aspectos como a iluminação e a ventilação naturais, e a captação de energia solar para aquecimento de água”, afirma Luiz Galina, diretor do Sesc-SP, à reportagem.

Franca reúne os espaços tradicionalmente oferecidos pelo Sesc, como ginásio poliesportivo, biblioteca, clínica odontológica e conjunto aquático, com três piscinas.

Entre os destaques da programação inicial, estão a exposição com obras de Abdias Nascimento, nascido em Franca, e os shows de Teresa Cristina e Carlinhos Brown.

A cantora e o percussionista são algumas das atrações musicais que abrem o teatro com dupla boca de cena do Sesc Franca, tal qual o Auditório Ibirapuera. O palco integra um auditório de 370 lugares e, no caso de grandes espetáculos, pode ser aberto também para o ginásio, com capacidade para 2.000 pessoas, segundo o diretor do Sesc.

Galina completa neste mês de novembro um ano à frente da entidade, que administra um orçamento anual de R$ 4 bilhões e tem 8.300 funcionários em regime CLT. O sociólogo foi escolhido para assumir o cargo semanas depois da morte de Danilo Santos de Miranda, que havia comandado o Sesc ao longo de quatro décadas.

De acordo com Galina, um teatro com dupla boca de cena também é um dos pontos fortes do Sesc Taubaté, um projeto da Botti Rubin Arquitetos. O palco está em um teatro com 255 lugares e poderá ser aberto para um jardim, com capacidade para cerca de 2.000 pessoas.

A inauguração deve acontecer até o final do primeiro semestre do ano que vem. No segundo semestre de 2025, está prevista a abertura do Sesc Marília, projeto assinado por Christina de Castro Mello.

Outra novidade do plano de expansão, em seu eixo voltado para o interior do estado, vem de Ribeirão Preto. Insatisfeita com seu espaço na cidade, a direção do Sesc comprou o terreno onde funcionava a sede urbana da Recra, como é conhecida a tradicional Sociedade Recreativa de Ribeirão Preto, fundada em 1906.

Esse espaço estava desativado nos últimos anos –atualmente, a Recra tem apenas uma sede campestre. As obras do novo Sesc Ribeirão devem ser concluídas em 2029.

NA CAPITAL

Para a cidade de São Paulo, Galina diz que está mantido o plano estratégico de expandir o Sesc na periferia, como ele havia dito à Folha um ano atrás.

Hoje em dia, a maior unidade em área construída na capital é o Sesc Belenzinho, com 35 mil metros quadrados. Essa marca deve ser superada em 2029, quando estão previstas três aberturas: o Sesc São Miguel Paulista, com quase 46 mil metros quadrados; o Pirituba, com 44 mil; e o Campo Limpo, com 38 mil –no caso deste último, existe uma unidade provisória em funcionamento.

Ainda na capital, o plano mudou em relação à futura unidade do edifício João Brícola, onde era a sede do Mappin. A direção pretendia levar para este prédio no centro os departamentos administrativos do Sesc, hoje no Belenzinho. “Estudos indicaram que nossas equipes não caberiam lá. Além disso, o fato de não ter garagem atrapalharia”, diz o diretor.

Com o nome de Sesc Galeria, será dedicado a exposições didáticas sobre as mais diferentes ações do Sesc em todo o país. Além disso, terá um centro de iniciação musical e um restaurante.

Os departamentos administrativos –ou ao menos uma parte deles– serão deslocados para a Casa Verde, onde hoje existe uma estrutura provisória do Sesc.

Na região central, uma das inaugurações mais aguardadas é o Sesc Dom Pedro 2º, projeto do escritório UNA Barbara e Valentim. A abertura está prevista para março de 2026.

NAIEF HADDAD / Folhapress

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