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Sindicato dos Bancários manifesta preocupação com compra do Banco Master pelo BRB

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Sindicato dos Bancários de Brasília manifestou “profunda preocupação” com a compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília), banco estatal de Brasília, e disse que o negócio “levanta sérios questionamentos sobre a responsabilidade na gestão do BRB”.

Em nota publicada neste domingo (30), o sindicato também questionou a competência do Conselho de Administração do BRB para decidir sobre a compra de uma nova instituição e o papel da Câmara Legislativa do Distrito Federal -que não participou da operação.

O acordo para aquisição de 58% das ações do Banco Master foi aprovado pelo conselho de administração do BRB na sexta-feira (28). O valor exato da operação, não divulgado oficialmente, gira em torno de R$ 2 bilhões, segundo pessoas a par da compra.

“Ressalta-se que, em um passado próximo, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) apontou a concentração da carteira do Banco Master em precatórios, uma carteira sem liquidez, o que agrava as incertezas em torno da aquisição proposta pelo BRB”, disse o sindicato.

“Seguiremos acompanhando de perto todas as decisões que possam comprometer a estabilidade do banco, a transparência na administração dos recursos públicos e a manutenção dos empregos dos trabalhadores da instituição.”

Funcionários do BRB ouvidos pela reportagem foram pegos de surpresa pelo anúncio de compra. Segundo relatos, o presidente, Paulo Henrique Costa, reuniu gestores na sexta após a divulgação do fato relevante ao mercado. Uma live com os demais funcionários está prevista para esta segunda (31).

O sindicato também cobrou o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), para que ele “assuma sua responsabilidade na preservação do BRB como uma instituição pública, sólida e comprometida com o atendimento à população do DF, respeitando os objetivos para os quais o banco foi criado”.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Paulo Henrique Costa disse que não repetirá a criticada estratégia de venda do Banco Master de CDBs com a propaganda do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), hoje na mira do Banco Central.

Ele negou pressão política para o negócio e disse que há muita fake news envolvendo a operação. “O que a gente tem é uma senhora oportunidade na mão para o BRB se posicionar como um banco bem maior e nacional”, afirmou.

Sob a gestão de Paulo Henrique Costa, o BRB passou a participar cada vez mais do governo do DF: assumiu desde a gestão da Torre de TV, um dos cartões postais da cidade, até a operação do sistema de bilhetagem do transporte público.

Nacionalmente, o banco ganhou visibilidade a partir de uma parceria com o Flamengo, time de Ibaneis, para criação de um banco digital. Desde 2022, o BRB também detém os “naming rights” (direito de nome, em português) do Estádio Nacional Mané Garrincha.

THAÍSA OLIVEIRA / Folhapress

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