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STJ deixa filho de Cristian Cravinhos tirar o nome do pai dos documentos

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Segunda Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) deu nesta terça-feira (18), por unanimidade, direito para que o filho de Cristian Cravinhos -envolvido na morte de Marisa e Manrfred von Richthofen, em 2002- de retirar o nome do pai de todos seus documentos.

Pedido se baseou em falta de relação com o pai. O pedido do jovem de 26 anos também levou em consideração o constrangimento ao longo da vida na escola e no trabalho por conta do crime cometido por Cristian. Na época do crime, o garoto estava com 3 anos de idade.

Decisão do STJ permite a anulação da paternidade. O rapaz já tinha conquistado em 2009 o direito de retirar o sobrenome Cravinhos dos documentos, mas ainda tinha de manter o nome de Cristian como pai nos registros como certidão de nascimento e RG. Agora, com a decisão do STJ, ele poderá romper legalmente com seu genitor.

Cristian só teve contato com seu filho em três oportunidades nos últimos 26 anos. Sua relação com o garoto esteve sempre relacionada com a mãe e, segundo o processo, o criminoso deixou de ter vínculo e prestar assistência para a então criança mesmo antes de participar da trama assassina.

Relatora do caso classificou a decisão de Cristian recorrer contra o processo como “horrível”. O caso foi parar na terceira instância depois que o assassino da mãe de Suzane von Richtofen entrou na Justiça para evitar que sua paternidade fosse anulada. O rapaz já tinha conquistado o mesmo direito hoje concedido pelo STJ na Justiça paranaense.

Outros envolvidos no crime também se desvencilharam de seus sobrenomes. O irmão de Cristian, Daniel, abandonou o sobrenome Cravinhos para adotar o da primeira esposa, em 2014, enquanto Suzane abandonou o sobrenome dos pais para usar o Magnani Muniz, da avó, em dezembro de 2023.

Cristian continua preso. Condenado a 38 anos de prisão pela morte da mãe de Suzane, Marisa, cumpre pena na Penitenciária de Tremembé. Ele voltou ao presídio depois de tentar subornar policiais quando cumpria o regime aberto, em 2018.

WESLEY BIÃO / Folhapress

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