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Sul-africano desbanca Italo e ameaça o Brasil no Mundial de Surfe; conheça

(UOL/FOLHAPRESS) – Aos 37 anos, o sul-africano Jordy Smith é o novo líder do Circuito Mundial de Surfe. Com a vitória em Margaret River, ele ultrapassou Italo Ferreira e assumiu a ponta da corrida pelo WSL Finals, pronto para abrir a segunda metade da temporada com a moral lá em cima.

E mais: Jordy agora se firma como a principal ameaça estrangeira ao domínio brasileiro na temporada.

EXPERIÊNCIA E POTÊNCIA

Jordy é um veterano do tour, mas vive uma de suas melhores fases. Em 2025, venceu duas etapas — El Salvador e Margaret — e alcançou um feito inédito na carreira: conquistar dois eventos num mesmo ano. Sua última vitória havia sido em 2017, mesma temporada em que havia assumido pela última vez a camisa amarela, da liderança, do Mundial.

Com isso, chegou a oito vitórias na elite do surfe mundial. Antes, já havia vencido em J-Bay (2010 e 2011), Rio (2013), Bells Beach (2017) e Trestles (2016 e 2017), justamente a próxima parada do circuito.

Nascido em Durban, na África do Sul, Jordy Smith é um dos surfistas mais altos da história do tour: tem 1,90 m de altura, o que foge do padrão da maioria dos competidores.

Seu biotipo, longe de ser um obstáculo, virou uma arma. Sua envergadura e força ajudam a imprimir ainda mais potência em manobras de borda, seu ponto forte desde cedo.

ASCENSÃO METEÓRICA

A trajetória de Jordy foi meteórica: campeão mundial júnior em 2006, campeão da divisão de acesso em 2007 e eleito o estreante do ano no Mundial de 2008.

Desde então, se manteve como um dos nomes mais consistentes da elite —mesmo lidando com lesões ao longo dos anos.

Em 2010 e 2016, foi vice-campeão mundial, perdendo títulos para Kelly Slater (EUA) e John John Florence (HAV), respectivamente.

LIVRE, LEVE E SOLTO

Hoje, mais experiente, Jordy parece mais leve e confiante.

“É uma sensação incrível. Pra mim, esse ano tem sido sobre me divertir e aproveitar o momento, porque isso não dura pra sempre. Acho que só de ter essa chance de me testar contra os melhores do mundo já é tudo o que eu busco”, diz.

Com quatro etapas restantes antes do WSL Finals, o sul-africano chega embalado para a reta decisiva. Vale lembrar que ele já venceu três das quatro que faltam: Trestles (EUA), J-Bay (África do Sul) e Rio de Janeiro (Brasil).

E se depender de experiência, e boa fase, Jordy Smith pode, enfim, transformar uma carreira sólida em título mundial —e frustrar o favoritismo brasileiro que se desenhava desde o início da temporada.

GUILHERME DORINI / Folhapress

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