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Suspeita de envenenar ovo de Páscoa no MA reservou hotel usando crachá falso

CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) – A mulher presa sob suspeita de enviar um ovo de Páscoa envenenado a uma família em Imperatriz (MA) reservou estadia em um hotel da cidade apresentando um crachá falso, no qual constava um nome inventado e uma foto sua com disfarce, usando uma peruca de cor preta, segundo a polícia.

Uma troca de mensagens via celular obtida pela Polícia Civil do Maranhão revela que, para fazer o cadastro no hotel, a suspeita disse que era uma mulher trans e que sua nova documentação ainda estava em processo. Por causa disso, ela sugeriu mostrar o crachá da empresa na qual trabalharia. No falso crachá, consta que ela atuaria na área de gastronomia.

A delegada Alanna Lima, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Imperatriz, disse à reportagem neste sábado (19) que as mensagens são mais um elemento a corroborar as suspeitas que pesam contra ela.

“Ela usou esse nome [inventado] até na ficha para se hospedar no hotel. Uma forma de dificultar a identificação dela, somada às perucas e aos vários óculos que também foram apreendidos com ela”, afirmou a delegada.

A mulher está sendo assistida pela Defensoria Pública do Estado do Maranhão. A reportagem ainda tenta contato com a defesa.

O contato com o hotel foi feito em 15 de abril e a estadia se confirmou no dia seguinte. Em 16 de abril, por volta das 19h, um mototáxi entregou o ovo de Páscoa para a família. Depois de consumir o chocolate, um menino de 7 anos morreu. A mãe e a irmã dele estão internadas no Hospital Municipal de Imperatriz.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações iniciais apontam que a mulher teria agido por “ciúme e vingança”. A mãe das duas crianças é a atual companheira do ex-namorado da suspeita.

A mulher foi detida já na tarde desta quinta-feira (17). A prisão ocorreu quando ela estava dentro de um ônibus intermunicipal entre as cidades de Imperatriz e Santa Inês, onde ela mora.

A Polícia Civil disse ter chegado até a suspeita após ouvir testemunhas e familiares das vítimas. Também analisou imagens de câmeras de segurança do estabelecimento comercial onde ela havia comprado o chocolate, em Imperatriz. O caso segue em investigação.

Foram apreendidos com a suspeita, além de óculos e perucas, restos de chocolate, remédios e bilhetes de passagens de ônibus.

Ela foi levada para a Delegacia Regional de Santa Inês. Neste sábado, ela deve ser transferida para São Luís, onde tem penitenciária feminina.

CATARINA SCORTECCI / Folhapress

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