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Tânia Bulhões põe CEO, filho da fundadora, para mediar crise nas redes

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O CEO da marca Tânia Bulhões, Virgilio Bulhões, foi às redes sociais neste sábado (22) para apresentar sua versão “pessoal e direta” da polêmica envolvendo o nome da empresa.

As plataformas escolhida foram o TikTok, onde também nasceu a “crise da xícara”, surgida depois que uma brasileira viu uma peça idêntica à da marca em um café popular na Tailândia, e o Instagram.

Em um vídeo de quase dez minutos, ele relembra a história da empresa, explica o processo de produção das peças da marca e cita a pandemia como a origem do problema envolvendo a polêmica mais recente.

TikTok Video A transparência sempre foi e sempre será um valor inegociável para a Tania Bulhões. Neste vídeo, Virgilio Bulhões, CEO da marca, reforça, de forma pessoal e direta, tudo o que já foi comunicado sobre as polêmicas recentes. Virgilio diz que durante a crise sanitária iniciada em 2020 houve escassez de base branca –a primeira das três fases de produção de um peça em porcelana.

“Normalmente, a gente encomenda a base branca dos fornecedores, dos fabricantes, já sem a marca deles atrás, porque eles sabem que a gente vai aplicar a decoração”, afirma o CEO da Tânia Bulhões.

A aplicação dessa decoração é a terceira etapa da produção, junto ao forno, quando a porcelana é “queimada” com o desenho; é o que dá a aparência vitrificada. A fase intermediária é a impressão dos decalques em serigrafia.

“Como a gente tem um volume maior de produção, a gente tem capacidade de comprar a base branca já sem a marca. Durante a pandemia, faltou base branca no mercado e a gente comprou as que estavam disponíveis com a marca do fabricante atrás”, diz.

No vídeo, Virgilio afirma que ter a marca do fabricante ao fundo é um “processo absolutamente normal na produção de porcelana”.

A publicação no TikTok mostrando a peça igual à da marca desencadeou uma sequência de questionamentos quanto à real exclusividade do que a marca desenha.

A crise de imagem ainda foi potencializada pela demora na reação da empresa, que notificou a autora do vídeo a retirar o conteúdo e só começou a responder às acusações quase 20 dias depois, tempo suficiente para clientes se filmarem raspando o fundo de peças (onde descobriam que a fabricação era turca) e, em um segundo momento, compartilharem links e vídeos de coleções similares ou idênticas em sites de marketplace com AliExpress e Amazon.

Virgilio diz em sua publicação que os decalques e os desenhos são da marca, são autorais e exclusivos. “Só para deixar bastante claro. Mesmo as outras coleções onde não existe a marca do fabricante na porcelana branca, ela é fabricada por outro fornecedor. Nós ainda não somos fábrica”, afirma.

Bulhões, o filho, também abriu uma conta da rede Instagram. O primeiro carrossel é de fotos da mãe em diferentes situações: desenhando, pintando e diante de um forno. Na legenda, Virgilio conta que suas memórias de infância são de sua mãe em meio a tinta, pincéis, telas e pratos.

A estratégia de colocar Virgilio para falar da marca incluiu também uma entrevista ao canal do economista Ricardo Amorim no YouTube, na qual o CEO diz ter havido uma “narrativa” segundo a qual a coleção Marquesa, a que deu início a crise, não seria original da marca.

Uma das hipóteses nas redes era a de que Tânia Bulhões teria copiado a coleção. A original, segundo essa versão, aparecia em uma novela da Rede Globo. Virgilio Bulhões diz que a xícara é da marca e que a emissora tem peças deles em seu acervo.

A coleção Marquesa, segundo Virgilio, foi a primeira produzida pela marca em grande escala e com fornecedores de fora do Brasil. Os decalques estariam no portfólio da marca há cerca de 20 anos e as peças aparecem em um livro produzido pela marca em 2011.

Na entrevista, o CEO repete o que a empresa havia divulgado sobre a peça vista na Tailândia, de que o fornecedor vendeu, sem autorização, peças descartadas pelo controle de qualidade.

Com a crise, a marca suspendeu as linhas com produção terceirizada. Além da coleção Marquesa, as linhas Mediterrâneo, Entre Rios e Lírio foram descontinuadas e serão vendidas enquanto houver estoque.

A marca também ofereceu aos clientes a possibilidade de troca ou mesmo de devolução das peças. Virgilio disse que “pouquíssimos” usaram essa possibilidade.

Parte das peças Tânia Bulhões já é produzida toda internamente, desde a aquisição do controle da Royal Limoges, na França, com quem a empresa brasileira já trabalhava havia 20 anos, segundo Virigilio. A fábrica em construção em Uberaba –de onde a família Bulhões é e onde a marca nasceu– deve completar a verticalização da produção.

FERNANDA BRIGATTI / Folhapress

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