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Tcheco vê Paraná na pior com novo rebaixamento

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Paraná Clube, equipe tradicional do futebol brasileiro que já foi campeã da Série B (1992) e que tem sete títulos estaduais em sua galeria de troféus, está na pior situação possível. É o que diz o ex-jogador Tcheco, que comandou a equipe na reta final do Campeonato Paranaense.

Ele não vê muitas perspectivas para o time que acabou de ser rebaixado novamente. Apesar da paixão da torcida, o treinador admite que existe o risco de o Paraná Clube encerrar suas atividades. “A possibilidade não é grande, mas existe. Se os credores decidirem não flexibilizar prazos, o clube pode fechar as portas”, alerta.

O treinador avalia que o Paraná Clube atravessa uma de suas piores fases, comparando a situação atual com momentos críticos do passado. Ele lembra que, no auge dos anos 90, o clube se consolidou como a terceira maior força do futebol paranaense, mas os rebaixamentos sucessivos e problemas financeiros comprometeram essa posição.

“O clube enfrenta uma crise financeira grave, sem perspectivas concretas de solução.”

REBAIXAMENTO NO ESTADUAL

A queda para a segunda divisão do Campeonato Paranaense é considerada um golpe duríssimo, pois compromete o calendário e reduz drasticamente as receitas. O time já havia amargado dois anos na Segundona, mas voltou à elite este ano. Só que a péssima campanha deixou a equipe na lanterna do Estadual.

Sem competição nacional, o clube perde visibilidade, patrocínios e renda, o que abala ainda mais sua credibilidade.

A solução poderia passar pela adesão a um modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), o que ele considera essencial para clubes em situação crítica. Para o treinador, um dos grandes problemas do Paraná foi repetir erros de administração, especialmente na montagem dos elencos.

“Em 2017, quando subimos para a Série A, o clube deu um passo maior que a perna, contratando jogadores acima da capacidade financeira. Depois, ao cair, delegou a montagem dos times a empresários, resultando em escolhas equivocadas e novos rebaixamentos”, explica.

Se estivesse no comando, ele priorizaria a reestruturação das categorias de base, aproveitando a estrutura do centro de treinamento e formando um elenco com jovens promissores. “O foco inicial tem que ser na base, organizando o clube financeiramente para voltar a disputar competições nacionais com condições de crescimento”, defende.

CAMPANHA RUIM NO PARANAENSE

Em 2024, Tcheco levou o Paraná Clube de volta à elite estadual, mas deixou o cargo para assumir a Chapecoense. Para a temporada, a diretoria apostou em Argel Fuchs, que, junto ao então gerente de futebol Fernando Miguel, montou o elenco para o Estadual.

A campanha, porém, foi desastrosa. Após cinco rodadas, com apenas dois pontos e uma derrota por 3 a 0 para o Londrina, Argel foi demitido. O presidente Ailton Barboza reformulou o departamento de futebol, trazendo Carlos Bonatelli para a gerência e reconduzindo Tcheco ao comando na tentativa de evitar o rebaixamento.

Com apenas cinco pontos conquistados nas últimas seis rodadas, o Paraná Clube terminou na lanterna, com sete pontos, e foi rebaixado novamente.

Agora, Tcheco está no comando do Cascavel, que joga nesta quarta (26) contra o América-MG pela Copa do Brasil, mas de longe torce para que o Paraná consiga se reerguer. “Se o Paraná estiver no inferno e precisar de mim, eu jamais direi não”, finaliza.

VANDERLEI LIMA / Folhapress

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