O primeiro-tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) Ronickson Pimentel dos Santos, vítima de um atentado no final de junho em São Paulo, segue internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas apresenta evolução positiva e “importantes avanços” na recuperação, segundo boletim divulgado nesta quarta-feira (15) pela Rota.
Ronickson está na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, na Grande São Paulo. O procedimento de gastrostomia, que cria uma abertura artificial no estômago, foi realizado com sucesso.
Cérebro do policial militar também começou a retomar sua drenagem natural, segundo o boletim. A conclusão foi obtida por meio da redução expressiva do líquido drenado pelo dispositivo externo. Por isso, a equipe médica decidiu fechar o dispositivo hoje para avaliação e realização de uma tomografia. Poderá haver a retirada definitiva do dreno em caso de resposta positiva.
Policial não teve febre, apresenta pressão intracraniana estável em níveis baixos e boa resposta ao tratamento antibiótico. A função renal também está estável. A Rota agradeceu as mensagens de apoio, orações e demonstrações de carinho recebidas nos últimos dias. “Cada demonstração de solidariedade fortalece o Tenente Pimentel, seus familiares e todos aqueles que seguem confiantes em sua recuperação”, concluíram.
Esposa do tenente, Cintia, disse hoje seguir um dia de cada vez com muita gratidão. “Ainda existe um caminho de recuperação pela frente, mas é impossível não reconhecer tudo o que Deus já fez até aqui”, escreveu em publicação no Instagram.
Apesar da divulgação, a Polícia Militar de São Paulo havia informado ontem que não divulgaria “neste momento” novas atualizações sobre o estado de saúde do agente. Decisão seguia um pedido da família do tenente, segundo a PM. Mais detalhes não foram compartilhados pela corporação.
COMO FOI O ATAQUE
O tenente foi baleado em 27 de junho, minutos após deixar uma academia. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens em uma motocicleta se aproximaram dele e atiraram quando o policial parou de moto em um semáforo da avenida Goiás, em São Caetano do Sul.
A investigação aponta que o ataque foi planejado. Segundo a Polícia Civil, criminosos teriam monitorado a rotina do tenente por quase cem dias antes do atentado.
Três suspeitos foram presos até o momento, e a polícia ainda procura o suposto autor dos tiros. O foragido é Hércules da Costa Siqueira, conhecido como “Golias” ou “Peruca”, está na Lista Vermelha da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), e o governo de São Paulo oferece R$ 50 mil por informações.
Sete suspeitos já foram mortos pela Rota após ataque a tenente. Um dos mortos em Heliópolis foi identificado como Marcelo de Jesus Dias, o Nego Zum, apontado como ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital). A Polícia Militar informou que ele era procurado e que a investigação o apontava como piloto da moto usada no atentado.
Ronickson é irmão de Eloá Cristina Pimentel. Ela tinha 15 anos quando foi mantida em cárcere privado e assassinada pelo ex-namorado Lindemberg Alves, em 2008, em Santo André.
O tenente ingressou na Polícia Militar em 2009. Antes, serviu como fuzileiro naval na Marinha entre 2006 e 2009. Em 2015, tornou-se oficial após concluir a formação na Academia do Barro Branco. Desde 2019, integra a Rota, tropa de elite da PM paulista.
Redação / Folhapress

