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The Last Dinner Party faz show refrescante para público do C6 Fest

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A tarde deste domingo (25) na tenda do C6 Fest guardou o show mais refrescante da terceira edição do festival —o do grupo inglês The Last Dinner Party em sua primeira vez no Brasil.

Tudo sobre a performance da banda de indie rock formada por Abigail Morris, Georgia Davies, Emily Roberts, Aurora Nishevci e Lizzie Mayland foi divertido de assistir.

Visualmente, foi teatral, com espartilhos, saias esvoaçantes e referências clássicas. Musicalmente, foi barulhento, divertido e grandioso, mas também delicado.

A própria trajetória do grupo é interessante. A banda, criada em 2021, usou do boca a boca e de shows em pequenos pubs de Londres para se divulgar. De lá para cá, veio o contrato com a gravadora, o lançamento do primeiro álbum e a abertura de shows para nomes como Lana Del Rey, Rolling Stones e Olivia Rodrigo.

Essa ascensão foi coroada este ano, quando o grupo levou o prêmio de artista revelação no Brit Awards, grande premiação do Reino Unido.

É neste álbum de fevereiro do ano passado, o “Prelude to Ecstasy”, que elas ancoram a apresentação. Tocam todas as faixas do disco, e adicionam a elas mais duas que até o momento só são cantadas nos shows, “Big Dog” e “The Killer”. Também incluem um cover no setlist —no caso do Brasil, uma ótima versão de “Call Me”, do Blondie.

Mas o repertório limitado e o pouco tempo de estrada não são um problema para o grupo, que ocupa o palco inteiro com a imponência e naturalidade de quem confia muito em sua música e se diverte quando a compartilha.

A vocalista, Abigail Morris, contribui muito para isso. Gritou, se jogou, conversou com a plateia, levantou uma bandeira do Brasil e liderou a banda com uma teatralidade gostosa de ver. Puxou até um “parabéns pra você” para o baterista, cantado pelo público em inglês e português.

O impacto desse combo é cristalino e imediato. A tenda do festival estava entupida de gente e todas as músicas tiveram coros e foram fortemente aplaudidas. Parte do público até preparou balões e plaquinhas com trecho de música.

“Antes de chegarmos aqui todo mundo dizia que este seria o nosso público mais alto. E é ainda mais alto do que pensamos”, disse Morris.

Sonoramente, a banda faz um indie rock dramático com algo de Lana Del Rey e Queen e letras irônicas que falam sobre temas como a experiência de se estudar numa igreja católica e as relações amorosas entre mulheres —todas as pessoas do grupo são LGBTQIA+.

A tradução disso para o palco neste domingo foi raro, algo cada dia mais difícil de se presenciar em festivais que têm olhado mais para números do streaming que para o potencial da música.

É um mérito da banda, mas também do C6 Fest, que teve a esperteza —e as condições— de dar espaço para uma boa banda nova, que nunca havia pisado no Brasil, enquanto ela ainda ganha tração e público.

Com o lineup deste ano, que também teve a música nova e ousada de gente como A.G. Cook, a tenda do festival se consagra como uma vitrine pequena, mas promissora do futuro da música.

LAURA LEWER / Folhapress

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