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Trump diz que assinará acordo sobre minerais com Ucrânia na semana que vem

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (17) que vai assinar na semana que vem um acordo sobre a exploração de minerais com a Ucrânia como parte de um esforço para acabar com a guerra entre o país e a Rússia. Segundo Kiev, os países assinaram um memorando de intenção para avançar com as tratativas.

Trump disse querer que a Ucrânia forneça aos EUA minerais raros como forma de pagamento pelo apoio financeiro durante a guerra iniciada em fevereiro de 2022. “Nós temos um acordo de minerais, que eu acho que será assinado na quinta-feira, próxima quinta-feira, em breve. E eu presumo que eles vão cumprir o acordo. Então veremos, mas temos um acordo sobre isso,” disse o republicano.

A declaração foi feita no Salão Oval da Casa Branca ao lado da primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni.

A Ucrânia tem depósitos de 22 dos 34 minerais identificados pela União Europeia como críticos, de acordo com dados do país. Eles incluem materiais industriais e de construção, ferro-liga, metais preciosos e não ferrosos, e alguns elementos de terras raras. O presidente americano quer acesso às terras raras como uma recompensa pelos investimentos que os EUA fizeram na Ucrânia durante o conflito.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, presente na reunião, afirmou que os detalhes ainda estavam sendo costurados, mas que os termos do acordo devem ser os tratados anteriormente.

A expectativa era que o acordo tivesse sido assinado em fevereiro durante um encontro entre Trump e Zelenski. A reunião no Salão Oval daquele dia, porém, acabou se transformando num bate-boca entre as autoridades. O presidente americano foi duro com o presidente ucraniano e tem adotado tom crítico contra ele.

Questionado sobre o assunto nesta quinta, Trump foi um pouco mais ameno, dizendo não culpar Zelenski pela guerra, mas afirmou também não estar satisfeito pelo fato de o embate ter começado

Trump ainda comentou uma reportagem do New York Times, segundo a qual o governo americano não apoiou uma investida de Israel de bombardear espaços onde o Irã trabalharia nos planos para um arsenal nuclear. Ele afirmou não querer “machucar ninguém”, mas que o Irã não pode construir a bomba.

“O Irã não pode ter uma arma nuclear. É, sabe, bem simples. É realmente simples. Não estamos procurando tomar a indústria deles. Não estamos procurando tomar a terra deles. Tudo o que estamos dizendo é que vocês não podem ter uma arma nuclear”, afirmou o presidente.

O republicano evitou críticas mais contundentes a juízes que têm barrado suas iniciativas de deportação de imigrantes dizendo que os repórteres deveriam procurar o Departamento de Justiça para tratar do caso em que o magistrado James Boasberg acusa o governo de ter desrespeitado sua ordem.

Ao lado de Trump, a primeira-ministra da Itália disse que compartilha de várias intenções com o americano, entre elas acabar com a “ideologia woke”, termo usado de forma pejorativa por conservadores para se referir à agenda de diversidade e igualdade.

Disse ainda que sua intenção é fazer “do Ocidente grande de novo”, emulando o slogan de Trump “Make America Great Again” (Faça a América Grande de Novo).

JULIA CHAIB / Folhapress

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