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Trump diz que crimes na Venezuela diminuíram após ida de imigrantes aos EUA

NOVA YORK, EUA (UOL/FOLHAPRESS) – Donald Trump, candidato republicano à Presidência dos EUA, voltou a atacar imigrantes durante comício em Allentown, na Pensilvânia, nesta terça-feira (29).

Sem provas, ele responsabilizou os imigrantes por uma suposta queda de cerca de 72% na criminalidade na Venezuela. “Os criminosos entraram nos EUA. Eles nos tratam como uma grande lata de lixo. São assassinos, drogados, membros de facções, terroristas”, disse o ex-presidente.

Trump afirmou que sua adversária, a democrata Kamala Harris, “importou” imigrantes. “Kamala importou imigrantes criminosos de prisões, hospícios, instituições de saúde mental de todo o mundo”.

O candidato republicano ainda disse que os democratas “trapaceiam” com a entrada de imigrantes nos EUA, indicando um suposto plano para angariar eleitores. “Na próxima terça-feira, vocês têm que se levantar e dizer: ‘Kamala, você já teve o suficiente, você não vai ter mais, você está demitida. Saia daqui'”, afirmou Trump.

Ao longo do discurso, o ex-presidente reforçou o pedido para as pessoas irem votar em 5 de novembro. “Vou proteger nossos trabalhos, nossa fronteira, nossas famílias e vou proteger o futuro de nossas crianças”, prometeu o republicano.

ESTADO-CHAVE

Com 19 votos no colégio eleitoral, Pensilvânia é primordial na contagem de votos. Os dois partidos reconhecem que este é um dos estados mais importantes e estão dedicando grandes investimentos para conquistar essa população. Os democratas estão destinando US$ 109 milhões em campanhas, enquanto os republicanos separaram US$ 102 milhões para o estado, segundo levantamento da Axios divulgado pelo jornal Time.

Kamala deve liderar nas grandes cidades, como Filadélfia e Pittsburgh, enquanto Trump aposta na população rural. Em um estado em decadência industrial, os operários tendem a virar as costas para os democratas. No entanto, Harris conta com os grandes projetos de infraestrutura lançados por Biden e com o apoio dos sindicatos para enfrentar a rejeição.

O estado escolheu Biden em 2020 e Trump em 2016. Entre os anos 1860 e 1932, o estado elegeu apenas republicanos. A partir da primeira eleição de Roosevelt, em 1936, a Pensilvânia passou a se alternar entre os partidos. Em 1992, começou a série de seis vitórias democratas, que só foi quebrada em 2016, com a conquista de Trump. Nas eleições seguintes, o empresário perdeu para Biden por 1,6%.

KAMALA CHAMA TRUMP DE ‘TIRANO’

Kamala Harris, candidata democrata à Presidência dos EUA, também fazia um comício em Washington, enquanto Trump falava na Pensilvânia. A atual vice-presidente fez seu último discurso com um alerta: Donald Trump está disposto a usar o exército contra qualquer um que discorde dele e o chamou de “tirano mesquinho”.

O discurso ocorreu no mesmo palco usado por Trump em 2021 para convocar seus apoiadores a invadir o Capitólio. A presença de Kamala Harris no local revela a intenção dos democratas em usar os atentados contra a democracia americana para alertar a população sobre os riscos de eleger o republicano.

Para ela, o voto será “o mais importante” de uma geração e a escolha é entre “um país com liberdade para todos ou obcecado por caos e divisão”. “Sabemos quem Trump é. É a pessoa que esteve aqui e enviou um grupo armado para derrubar a vontade popular e uma eleição que ele sabe que perdeu”, disse.

PEDRO VILAS BOAS E JAMIL CHADE / Folhapress

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