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Trump taxa todo o mundo de uma vez e outras notícias do mercado nesta terça

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O plano de Elon Musk para ter o ChatGPT de volta. Também aqui: Donald Trump taxa todo o mundo de uma vez, e o Brasil é um dos mais atingidos. Conheça o “café fake” e veja como usar IA no trabalho com prudência e outras notícias do mercado nesta terça-feira (11).

**MUSK QUER O CHATGPT DE VOLTA**

Um grupo de investidores liderado por Elon Musk fez uma proposta de US$ 97,4 bilhões (R$ 563,9 bilhões) para comprar a organização sem fins lucrativos que controla a OpenAI –a dona do ChatGPT.

A oferta –não solicitada pela OpenAI– foi apresentada ao conselho administrativo da empresa ontem, segundo informações dadas ao Wall Street Journal pelo advogado de Musk, Marc Toberoff.

Rivalidade antiga. Sam Altman, CEO da OpenAI, e Musk brigam na justiça há algum tempo.

Assim como outras inimizades clássicas, essa começou como uma grande parceria: o empresário braço direito de Trump cofundou a empresa de inteligência artificial com o atual CEO em 2015.

Ele saiu da startup antes da ascensão por causa de divergências com o ex-amigo.

Segundo Musk, o desafeto queria transformar a organização, antes sem fins lucrativos, em um negócio que lhe desse lucros bilionários.

💰 O investimento. O consórcio que fez a proposta inclui nomes como a Vy Capital (empresa financeira sediada em Dubai), xAI (companhia de IA de Musk), Ari Emanuel (CEO da Endeavor), entre outros investidores, segundo fontes ouvidas pelo WSJ.

Outras cartas na manga. A OpenAI está prestes a finalizar uma captação de recursos no mercado que pode atingir US$ 40 bilhões (R$ 231,2 bilhões). Caso a projeção se confirme, o valor de mercado da empresa dobrará em relação ao de quatro meses atrás.

↳ A rodada de investimentos, liderada pelo SoftBank, estima o valor da OpenAI em US$ 300 bilhões (R$ 1,7 bilhão).

🗨️ A resposta: “não, obrigada. Mas compraremos o Twitter por US$ 97,4 bilhões (R$ 56,3 bilhões), se você quiser”, escreveu Sam Altman em sua conta no X.

**TARIFAÇO ATERRISSA NO BRASIL**

Donald Trump impôs tarifas sobre a importação de aço e alumínio: agora, os metais vindos de qualquer país sofrem uma taxação de 25%.

Entenda: os EUA têm um forte setor metalúrgico, mas que perdeu força nas últimas décadas. A globalização do comércio deu força à produção de aço e alumínio em outros países, com menor custo e mais tecnologia.

↳ Com o tempo, as cidades industriais perderam dinheiro, fábricas fecharam e uma parte da classe média perdeu seus empregos –pessoas que hoje compõem o eleitorado do republicano.

E o Trump com isso? Dentro das promessas de campanha, está a reestruturação desse setor da economia: devolver os empregos e o prestígio da metalurgia.

Com as tarifas, a expectativa dele é que a indústria americana passe a comprar mais insumos domesticamente, em vez de importar.

Pode funcionar? Pode, mas também deve encarecer a produção e subir (mais) o nível dos preços no país.

Outra possibilidade é que o tiro saia pela culatra, e o comércio global se adapte à realidade de não comercializar tanto com os EUA quanto antes, e passem a procurar outros nomes fortes na siderurgia, como China e Índia.

Como isso afeta o Brasil? Os EUA compram quase a metade do aço produzido no nosso país: 48%, dizem dados da Comexstat.

↳ Com o acréscimo das taxas, é possível que os americanos comprem menos –o que pode ser um problema.

Há uma interdependência importante entre as indústrias metalúrgicas dos dois países. Enquanto os EUA são os maiores compradores dos insumos brasileiros, nós compramos muito carvão mineral americano (ou coque) para fazer o aço.

↳ Foi com essa brecha que o Brasil conseguiu uma cota de exportações para os EUA sem taxa em 2018, quando Trump impôs medidas semelhantes.

**PARECE, MAS NÃO É**

O “café fake” ou “cafake” começou a aparecer nas prateleiras dos supermercados e deixou pontos de interrogação na cabeça dos clientes: o que diferencia café do que é quase café?

👓 A resposta é…a quantidade de impurezas no produto. O pó de café deve conter apenas o que foi extraído do grão.

O cafake tem impurezas misturadas, como pedaços da casca, mucilagem (a camada viscosa do grão), pau, pedra, palha, entre outras.

A embalagem do segundo geralmente apresenta as palavras “pó para preparo de bebida à base de café”, vale observar.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não registrou a mercadoria para comercialização, segundo a Abic (Associação Brasileira da Indústria do Café).

O que explica? A alta dos preços do café –fato que você já deve ter notado nas prateleiras.

Em imagens compartilhadas nas redes sociais, o pacote de meio quilo da mistura sai por R$ 13,99. O preço médio do café puro no varejo é quase R$ 30.

O café foi um dos itens que mais encareceram em 2024, com alta de 39,6% segundo a leitura do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). O índice geral subiu 4,83%.

↳ O preço dos alimentos subiu, em geral, mas o aumento do café foi especial.

A culpa é…da seca que atingiu as principais regiões produtoras no inverno passado. No fim do ano, começou a chover, e continua até agora.

Entretanto, essa chuva não é suficiente para compensar o estrago que já foi feito na safra atual. Ela pode salvar os preços de 2026, caso o inverno tenha um clima favorável.

↳ Isso significa que, em uma perspectiva positiva, os preços só cedem no ano que vem.

Crise climática vira tendência de mercado. A diretora-executiva de cafés na Nestlé do Brasil, Valéria Pardal, disse à Folha que o futuro do café será “sem dúvida, gelado”.

Janeiro deste ano foi o mais quente da história. A temperatura média da superfície do ar foi de 13,23°C, ficando 1,75°C acima dos níveis pré-industriais.

**DICA DE CARREIRA**

Antes de temer que a inteligência artificial roube seu emprego, vamos pensar sobre como você anda usando a ferramenta no seu trabalho. Existem jeitos certos e errados para fazê-lo.

Em primeiro lugar, usar a IA no seu cotidiano não é uma obrigação. Incorporá-la é uma questão de perfil de cada pessoa ou atividade.

No entanto, quando bem aplicada, a tecnologia pode te ajudar a ser mais organizado e produtivo.

🧠 Não vale ficar viciado nela, e não conseguir fazer suas atividades sem usá-la. Também é importante não terceirizar seu processo criativo para os sistemas: você precisa saber diferentes formas de fazer o que precisa.

Aqui vão quatro dicas para usar a IA a seu favor no trabalho:

Pesquise se aquele sistema é confiável;

Evite colocar materiais confidenciais da empresa no chat;

Revise as respostas e procure por erros;

Seja transparente com seus colegas ou superiores ao descrever como usa a IA nas suas atividades.

LUANA FRANZÃO / Folhapress

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