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Veja quem são as vencedoras do 1º Prêmio Mulheres e Ciência do CNPq

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) realizaram em Brasília, no último dia 12, uma cerimônia de premiação das vencedoras da primeira edição do Prêmio Mulheres e Ciência.

A premiação teve apoio do Ministério das Mulheres, do British Council e do CAF. O objetivo do edital, lançado no último ano, é valorizar a participação das mulheres para o avanço da ciência e inovação no país.

Foram agraciadas três pesquisadoras na categoria estímulo, que visa incentivar aquelas que estão em início de carreira (até 45 anos), e três na categoria trajetória, voltada para cientistas com mais de 46 anos pelo conjunto de sua obra acadêmica. Além disso, três instituições acadêmicas receberam o reconhecimento pelo mérito institucional.

Na categoria estímulo, Mariana Emerenciano de Sá recebeu a premiação na área de ciências da vida. Ela é pesquisadora titular do Inca (Instituto Nacional do Câncer) e cofundadora e atual coordenadora da Comissão de Equidade, Diversidade e Inclusão do instituto. Sua pesquisa envolve o estudo das causas genéticas do câncer, principalmente as leucemias pediátricas.

Outra jovem pesquisadora agraciada foi Patrícia Endo, na área de ciências exatas, da terra e engenharias. Pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Computação da UPE (Universidade de Pernambuco), seu trabalho foca a aplicação da inteligência artificial no auxílio à prevenção, ao diagnóstico e ao acompanhamento das chamadas NTDs (doenças tropicais negligenciadas, na sigla em inglês), e também na saúde materna e fetal.

A terceira vencedora nessa categoria foi Marina Alves Amorim, na área de ciências humanas, sociais, letras e artes. A historiadora e pesquisadora da Fundação João Pinheiro desenvolve estudos com mulheres no âmbito do grupo de pesquisa estado, gênero e diversidade, parte do sistema de planejamento do Governo de Minas Gerais.

Cada uma das laureadas recebeu R$ 20 mil, além do troféu do 1° Prêmio Mulheres e Ciência.

Na categoria trajetória, Camila Cherem Ribas, pesquisadora do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), venceu na área de ciências da vida. Curadora da coleção genética do instituto, ela estuda biodiversidade e biogeografia da amazônia, com foco em aves e paisagens vegetais, além dos impactos e ameaças aos diferentes biomas.

Mariângela Hungria recebeu a premiação na área de ciências exatas, da terra e engenharias. A pesquisadora sênior é coordenadora geral do INCT (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia) MPCPAgro, ligado à Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Com mais de quatro décadas de atuação, ela é bolsista nível 1A do CNPq e também se dedica a estudos com biológicos, com ênfase no desenvolvimento de tecnologias para recuperação de pastagens degradadas.

Por fim, a antropóloga Débora Diniz, professora da UnB (Universidade de Brasília), foi agraciada na categoria trajetória na área de ciências humanas, sociais, letras e artes. A escritora e também documentarista tem atuação na defesa dos direitos das mulheres no país e no combate à criminalização do aborto, tema que é recorrente em suas pesquisas na área de saúde pública e direitos humanos. “Todo prêmio acadêmico é uma alegria sobre o que fizemos na ciência. É um reconhecimento sobre o já feito, e também um incentivo a continuar”, disse, ela, à Folha.

Foram concedidas premiações de R$ 40 mil para cada pesquisadora na categoria trajetória.

As três instituições reconhecidas com o prêmio mérito institucional, que receberam individualmente R$ 50 mil, foram a UFF (Universidade Federal Fluminense), a UFC (Universidade Federal do Ceará) e o IFRS (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul).

Redação / Folhapress

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