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Vereadores do RJ aprovam feriado em julho -mas não é pra todo mundo

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro aprovou na terça-feira uma proposta que define um feriado municipal no mês de julho, quando a cidade irá receber a Cúpula dos Líderes do Brics.

Os vereadores aprovaram a proposta em duas sessões. A discussão levou em consideração a realização da Cúpula dos Líderes do Brics em 2025, que acontecerá na cidade nos dias 6 e 7 de julho, um domingo e uma segunda-feira, respectivamente. Com a decisão dos vereadores, o dia 7 deste ano passa a ser feriado.

De acordo com a Câmara, o feriado não será aplicado a todos as categorias. Devem manter o funcionamento normal setores como o comércio, como shoppings, galerias e lojas de rua; estabelecimentos de hospedagem, como hotéis e pousadas; indústrias; e bares, restaurantes e padarias, por exemplo. Estabelecimentos culturais, como teatros e cinemas, pontos turísticos e estabelecimentos prestadores de serviços e atividades essenciais também não estão incluídos no feriado.

O objetivo da proposta é facilitar a logística de transporte e a segurança durante o evento. Autoridades como Chefes de Estado, ministros e representantes de governos locais, além de membros da sociedade civil dos países-membros do Brics, estarão na cidade para a Cúpula. Em eventos deste porte, é comum, por exemplo, o bloqueio de vias públicas para que as delegações se desloquem.

A proposta havia sido encaminhada à Câmara no início de fevereiro. O texto segue, agora, para a sanção do prefeito Eduardo Paes (PSD). O anúncio de que o Rio seria sede do evento foi oficializado em fevereiro deste ano por Paes e por membros do governo, como o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Em 2024, a Câmara já havia decretado feriado municipal por conta de um evento pontual. Na ocasião, os vereadores confirmaram o feriado por conta da Cúpula do G20, que aconteceu na cidade nos dias 18 e 19 de novembro.

BRASIL É ATUAL PRESIDENTE DO BRICS

Desde 1º de janeiro deste ano, o país é responsável pelo cargo, que é rotativo entre os membros. O grupo é formado por países em desenvolvimento, e atualmente é composto por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Irã.

O Brics teve sua origem em 2009. À época, Brasil, Rússia, Índia e China formaram inicialmente o bloco, que se chamava Bric. A inclusão da África do Sul em 2011 resultou na mudança do nome para Brics. O grupo tem realizado reuniões anuais, buscando maior coordenação em temas de segurança, economia e cultura. No ano passado, a reunião aconteceu em Kazan, na Rússia.

Em 2024, o bloco se expandiu com a adesão de cinco novos membros. Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Etiópia e Irã se juntaram como membros plenos. Na reunião deste mesmo ano, foram adicionados os chamados membros parceiros. A modalidade conta com os governos de Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão.

O Brics não é como a União Europeia. Não há uma união econômica formal no Brics. Contudo, o grupo busca, através da cooperação, influenciar a governança global e criar alternativas às instituições financeiras dominadas pelo Ocidente, como o FMI (Fundo Monetário Internacional).

O impacto econômico do Brics já é significativo. Segundo o FMI, até 2028 o bloco representará entre 35% e 40% do PIB global ajustado por paridade de poder de compra, que considera o custo de vida e o poder de compra dos países. Em contraste, a participação do G7 -formado por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão- cairá para 27,8%, segundo previsão da instituição.

Redação / Folhapress

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