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Zema distorce situação de Bolsonaro, ataca Justiça e se esquiva sobre denúncia

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), esquivou-se nesta segunda-feira (24) de comentar a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em razão da trama golpista para impedir a posse do presidente Lula (PT).

Zema afirmou não ser jurista e optou por criticar a Justiça, “pródiga em condenar e descondenar ao sabor do momento”.

“Não sou jurista. Não sou advogado. Mas a nossa Justiça tem sido infelizmente pródiga em condenar e descondenar ao sabor do momento, o que é muito ruim”, disse ele após participar do encontro Pensa Brasil, promovido pela Firjan (Federação da Indústria do Rio de Janeiro).

“No Brasil, o que temos assistido infelizmente é que, dependendo do sabor da onda do momento político, temos condenado e descoordenado pessoas. Isso é muito ruim porque coloca nosso sistema judicial em total descrédito. Então precisaríamos ter mais imparcialidade e todos tendo direito de defesa e devem responder pelos seus erros. É algo que vamos aguardar.”

Durante a palestra, Zema afirmou que vai participar ativamente da campanha presidencial do ano que vem, seja como candidato, seja como apoiador de um nome. O governador afirmou que Bolsonaro seria o melhor nome da direita “se elegível”.

“O presidente Bolsonaro certamente, caso elegível, seria o nome mais viável da direita. Todos os governadores de direita têm plena ciência disso. Na minha opinião estariam o apoiando. Então é aguardarmos a definição sobre o que vai acontecer com o processo dele ou não”, afirmou Zema.

“Nossa Justiça é historicamente lenta, os processos levam anos. Isso acaba criando uma dúvida sobre quem será o candidato, já que o principal nome seria o dele”, disse Zema, ao distorcer a situação atual de Bolsonaro e ignorar o fato de ele já estar inelegível.

O ex-presidente já foi condenado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por ataques e mentiras sobre o sistema eleitoral e é alvo de diferentes outras investigações no STF (Supremo Tribunal Federal). Neste momento, ele já está inelegível ao menos até 2030.

Na fala de mais de uma hora a empresário, Zema fez críticas ao governo Lula. Criticou os “sigilos de cem anos” e disse que o país atualmente tem um presidente “que diz que estudar não é necessário”.

ITALO NOGUEIRA / Folhapress

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