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Após ciclone, falta de energia ainda afeta 1,3 milhão de imóveis em São Paulo

Segundo o Corpo de Bombeiros, foram 1.642 chamados para queda de árvores em todo estado nesta quarta-feira (10)

Aeroporto Internacional de Guarulhos tem voos cancelados e operação afetada devido aos efeitos do ciclone extratropical, nesta quinta feira (11) | Foto: Roberto Casimiro /Fotoarena/Folhapress
Aeroporto Internacional de Guarulhos tem voos cancelados e operação afetada devido aos efeitos do ciclone extratropical, nesta quinta feira (11) | Foto: Roberto Casimiro /Fotoarena/Folhapress

Um dia após a passagem do ciclone extratropical que atingiu o estado de São Paulo, a região metropolitana ainda convive nesta quinta-feira (11) com as consequências dos vendavais que atingiram quase 100 km/h, derrubando árvores e danificando imóveis.

Mais de 1,3 milhão de clientes na Grande São Paulo ainda seguem sem energia. De acordo com a Enel, a capital paulista permanece como uma das áreas mais afetadas, com pouco mais de 900 mil imóveis sem luz —o equivalente a 16% do total.

As rajadas de vento, de até 98 km/h, derrubaram árvores e lançaram galhos e outros objetos sobre a rede elétrica, causando a falta de energia.

A Enel afirma que trechos inteiros da rede foram danificados, o que impacta o fornecimento de energia. A empresa afirma ter mobilizado equipes desde o início dos registros de falta de luz e “desde ontem até as 5h de hoje [quinta], mais de 500 mil clientes afetados tiveram o fornecimento normalizado”.

A concessionária ainda afirma ter disponibilizado geradores para atender casos mais críticos.

Segundo o Corpo de Bombeiros, foram 1.642 chamados para queda de árvores em todo estado nesta quarta-feira (10). Só na capital paulista foram 231 árvores, segundo a prefeitura. Dessas, 49 ainda precisam ser removidas das vias e calçadas. Para isso, a gestão Ricardo Nunes afirma que aguarda a Enel desligar a energia em 40 pontos.

A cidade também amanheceu com com 235 semáforos apagados por falta de energia, de acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). Segundo a companhia, agentes de trânsito e equipes estão dando apoio aos locais sem sinalização.

Por precaução, todos os parques municipais permanecerão fechados nesta quinta, de acordo com a prefeitura. O Parque Ibirapuera amanheceu fechado, mas reabriu às 12h. Segundo a Urbia, que faz a gestão do espaço, algumas áreas permanecerão isoladas temporariamente para “ajustes operacionais e inspeções”. São elas: pista de cooper, cachorródromo, playground, área de piquenique, área de Natal, reta do Senna.

A falta de energia também compromete o abastecimento de água na Grande São Paulo e em vários bairros da capital paulista, de acordo com a Sabesp. Nesta manhã, a cidades mais afetadas eram Itapecerica da Serra, Guarulhos, Cajamar, Mauá, Santa Isabel, além de parte de Cotia e São Bernardo do Campo.

Na capital, os bairros de Americanópolis, Parelheiros, Parque Savoy, Sacomã e Vila Clara na zona sul; Cangaíba, Parque do Carmo, Vila Formosa, na zona leste; e Vila Romana, na zona oeste são os mais prejudicados, segundo a Sabesp.

A companhia afirma estar em contato com a Enel para agilizar o restabelecimento do fornecimento.

O aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, registrava 46 voos cancelados na manhã desta quinta-feira (11). Segundo a Aena, concessionária que administra o terminal, a suspensão das partidas e chegadas ainda é reflexo dos fortes ventos que ocasionaram 180 cancelamentos nesta quarta (10).

A concessionária orienta os passageiros que precisam embarcar a checar a situação dos voos de hoje com as companhias aéreas.

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