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Boa Notícia: Novas pílulas para menopausa podem acabar com as ondas de calor e suores noturnos

Medicamento em análise pela Anvisa pode reduzir ondas de calor e beneficiar mulheres que não podem fazer reposição hormonal.

Pílula sem hormônios contra ondas de calor da menopausa é aprovada no Reino Unido; veja como age o remédio Leia mais em: https://veja.abril.com.br/saude/pilula-sem-hormonios-contra-ondas-de-calor-da-menopausa-e-aprovada-no-reino-unido-veja-como-age-o-remedio/

As famosas ondas de calor que acometem mulheres já no período da menopausa e que muitas vezes provocam suores noturnos, insônia e irritabilidade podem estar com os dias contados. Um novo medicamento, não hormonal, desenvolvido pela farmacêutica japonesa Astellas, bloqueia o mecanismo neurológico responsável pelo desencadeamento das ondas de calor. É um comprimido de uso diário capaz de reduzir as manifestações de calor de intensidade moderada a intensa, melhorando a qualidade do sono e a produtividade nas atividades diárias das mulheres.

A análise envolveu mais de 900 mulheres entre 40 e 75 anos que sofriam com os chamados sintomas vasomotores da menopausa, causados pela queda do hormônio estrogênio, que causa uma desregulação na região do cérebro responsável por manter a  temperatura corporal. “Nossa medicação foi desenvolvida para impedir a ligação dessa molécula (neurocinina B) ao receptor, reduzindo assim os sintomas vasomotores da menopausa. É a primeira do gênero com esse mecanismo de ação”, afirma Thaís Ushikusa, diretora de Assuntos Médicos da Astellas no Brasil. Esse novo medicamento já foi aprovado pelo Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, e aqui no Brasil está em processo de aprovação pela Anvisa.

A chegada de um tratamento não hormonal representa uma inovação profundamente aguardada tanto pela classe médica quanto pelas mulheres nessa fase da vida, uma vez que, por décadas, a reposição de hormônios foi a única via disponível, deixando desamparadas aquelas que possuem contraindicações clínicas ou que simplesmente buscam alternativas menos invasivas. O desenvolvimento de uma molécula capaz de atuar diretamente no sistema neurológico, sem interferir no balanço endócrino, é um marco de autonomia feminina, pois permite que a mulher retome o controle sobre seu próprio corpo e sua rotina, livrando-se do estigma de que o sofrimento físico seria uma etapa obrigatória e inevitável da maturidade.

Este avanço evidencia uma ciência que apenas agora começa a preencher as lacunas de uma pesquisa acadêmica que nem sempre priorizou a autonomia e o conforto da saúde da mulher como pilares centrais do progresso médico, as nuances do corpo feminino foram, por muito tempo, relegadas a segundo plano nos laboratórios. Romper com esse silêncio científico e investir em tecnologias que compreendam a menopausa não como um fim, mas como uma transição que merece dignidade e conforto, é um passo decisivo para elevar a qualidade de vida em larga escala. No fim das contas, garantir que as mulheres possam atravessar esse período com sono preservado e produtividade inalterada é assegurar que elas continuem ocupando seus espaços com plenitude, provando que o bem-estar é um direito que não deve ser interrompido pelo tempo.

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