Anac suspende operações da Total Linhas Aéreas, que presta serviço aos Correios

A decisão foi tomada nesta terça-feira (1º) e é assinada pelo diretor-presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein.

Divulgação: SJK Airport

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) decidiu suspender as operações da Total Linhas Aéreas, companhia aérea de carga responsável pelo transporte de mercadorias dos Correios.

De acordo com o órgão regulador, a medida é provisória, de prazo indeterminado, até que a Total cumpra uma série de providências elencadas pela agência na decisão.

A decisão foi tomada nesta terça-feira (1º) e é assinada pelo diretor-presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein.

A Anac cita falhas de nível crítico e alto listadas nos processos de fiscalização. A agência pede a “superação das condições de risco e não conformidades em aberto perante as Superintendências de Padrões Operacionais e de Infraestrutura Aeroportuária“.

O órgão regulador solicita ainda a demonstração de efetividade do SGSO (Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional) e do Sasc (Sistema de Análise e Supervisão Continuada), em condição que garanta nível de segurança aceitável.

Também pede a regularização dos controles de aeronavegabilidade continuada das aeronaves, a adequação dos processos internos de identificação, reporte e tratamento de eventos e riscos operacionais e a realização de auditorias e outros instrumentos de fiscalização por parte das unidades competentes da Anac que apontem resultado satisfatório que permita a retomada das operações.

Uma pessoa com conhecimento do assunto disse à reportagem que a equipe da Total Linhas Aéreas se prepara para entregar todos os documentos solicitados pela Anac até o final desta semana. Afirma também que os serviços prestados para os Correios estão sendo terceirizados, para que continuam a ser cumpridos.

Procurados pela reportagem, os Correios não responderam até a publicação desta reportagem.

Em novembro de 2024, uma aeronave cargueira de modelo Boeing 737 da Total Linhas Aéreas fez um pouso de emergência no aeroporto de Guarulhos (SP), após pegar fogo em pleno voo, oito minutos antes de aterrissar.

No ano seguinte, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) sinalizou a intenção de proibir os voos de transporte de cargas dos Correios, mas depois retrocedeu e decidiu manter o serviço da estatal. Na ocasião, a estatal apresentou um plano de implementação de exigências necessárias à garantia de segurança das operações.

Os Correios firmaram, também em 2025, um acordo com as empresas aéreas Total Linhas Aéreas e Sideral, responsáveis pelo transporte aéreo de mercadorias dos Correios, que prevê adoção de medidas de mitigação de riscos.

PAULO RICARDO MARTINS / Folhapress

 

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