Anvisa manda apreender medicamento falsificado contra câncer

A Anvisa determinou a apreensão de unidades falsificadas do Phesgo, usado contra câncer de mama, e proibiu venda, distribuição e uso dos produtos.

Saulo Astini
Saulo Astini
Radialista, cinegrafista, editor audiovisual, YouTube manager e estrategista digital, com experiência em distribuição digital, streaming, produção de conteúdo e jornalista. Participação em produções e transmissões ao vivo broadcast. Atuei na direção de imagem e fotografia de produções musicais. Formação técnica em Cinema, Fotografia, Administração e Gestão de Pessoas, além de certificações em Marketing Digital, Jornalismo Digital pela Reuters Digital Journalism, Literacia em Inteligência Artificial e gestão Google Business.

A Anvisa determinou nesta segunda-feira (21) a apreensão de unidades falsificadas do medicamento Phesgo, utilizado no tratamento de determinados casos de câncer de mama. A medida atinge exclusivamente produtos do lote B5011B05 que apresentam junho de 2025 como data de fabricação.

A decisão foi adotada depois que foram identificadas, no mercado, unidades com características diferentes das apresentadas pelo medicamento original. Dessa forma, a determinação impede que os produtos considerados falsificados continuem circulando ou sejam utilizados por pacientes.

Além disso, a medida estabelece restrições para armazenamento, comercialização, distribuição, importação e exportação das unidades identificadas. Portanto, estabelecimentos de saúde e consumidores devem ficar atentos às informações presentes na embalagem antes da utilização do medicamento.

Qual medicamento foi alvo da apreensão?

O produto envolvido é o Phesgo, medicamento biológico utilizado em determinados tratamentos de câncer de mama HER2-positivo, a medida sanitária é direcionada às unidades do lote B5011B05 que apresentam data de fabricação 06/2025. Vale destacar que a determinação não alcança automaticamente todas as unidades identificadas com o mesmo número de lote: o alerta se refere às embalagens que apresentam especificamente essa data de fabricação.

A identificação da falsificação ocorreu após serem encontradas unidades com características divergentes das apresentadas pelo produto original. Assim, a determinação busca impedir que medicamentos sem garantia de autenticidade sejam utilizados durante tratamentos médicos.

O que muda para pacientes e profissionais de saúde?

As unidades identificadas como falsificadas não podem ser utilizadas, comercializadas, distribuídas, armazenadas, importadas ou exportadas.

Por isso pacientes, hospitais, clínicas, farmácias e demais estabelecimentos de saúde que tenham contato com o medicamento devem verificar cuidadosamente as informações da embalagem antes de sua utilização.

Além disso qualquer suspeita envolvendo medicamentos falsificados deve ser comunicada às autoridades sanitárias competentes. A identificação correta do lote e da data de fabricação é especialmente importante nesse caso.

Anvisa também apreende lotes falsificados de Dysport

A mesma resolução determinou ainda medidas contra três lotes falsificados do Dysport 500 U, medicamento à base de toxina botulínica tipo A utilizado em tratamentos terapêuticos e estéticos.

Os lotes identificados são:

  • P08191, com validade até abril de 2029;
  • P08192, com validade até maio de 2029;
  • P22368, com validade até fevereiro de 2029.

A determinação impede a venda, a distribuição e o uso desses produtos. Além disso, as unidades correspondentes aos lotes identificados devem ser apreendidas.

Propagandas de medicamentos também são suspensas

Além dos produtos falsificados, a Anvisa determinou a suspensão de propagandas consideradas irregulares de diversos medicamentos manipulados divulgados na internet.

A medida envolve produtos anunciados com diferentes finalidades, incluindo emagrecimento, redução de gordura localizada, tratamentos estéticos e cuidados capilares.

Entretanto, as ações não ficaram restritas aos medicamentos manipulados. A agência também determinou medidas contra a divulgação e venda de produtos à base de cannabis anunciados sem registro ou autorização sanitária no país.

Como evitar medicamentos falsificados?

A compra de medicamentos deve ser feita em estabelecimentos regularizados, evitando produtos comercializados por canais sem procedência conhecida.

Além disso, é importante conferir informações como nome do medicamento, lote, validade, fabricante e características da embalagem. Diante de qualquer alteração ou suspeita de falsificação, o produto não deve ser utilizado antes de uma avaliação adequada.

Consumidores e profissionais de saúde contribuem para reduzir os riscos relacionados à circulação de medicamentos irregulares e podem comunicar suspeitas aos órgãos de vigilância sanitária.

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