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Brasil e Estados Unidos formalizam parceria contra tráfico de armas e entorpecentes

Parceria entre os dois países prevê integração de sistemas aduaneiros e mapeamento de redes criminosas

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Brasil e Estados Unidos firmaram um acordo de cooperação voltado ao combate ao tráfico internacional de armas e drogas. A iniciativa prevê o compartilhamento contínuo de informações, por meio digital, sobre apreensões realizadas nas aduanas dos dois países.

O objetivo é permitir a identificação mais rápida de padrões, rotas e possíveis conexões entre remetentes e destinatários envolvidos em atividades ilícitas. A parceria foi detalhada nesta sexta-feira (10), após reunião entre a Receita Federal brasileira e o U.S. Customs and Border Protection (CBP, a agência de fronteiras dos EUA) no Ministério da Fazenda.

Segundo o secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, a integração de dados deve fortalecer a atuação conjunta no combate ao crime organizado, possibilitando intervenções mais precisas tanto na origem quanto no destino das mercadorias ilícitas.

“Trata-se de um passo relevante que estamos dando após a conversa entre Lula e Trump, visando o combate ao crime organizado nos dois países”, pontuou o ministro, destacando ainda que o compartilhamento recíproco de informações será implementado nas aduanas dos dois países.

Com a medida, apreensões de drogas, armamentos e peças relacionadas em contêineres de navios ou em aeroportos poderão servir como base para análises mais aprofundadas sobre as estratégias utilizadas por organizações criminosas, incluindo métodos de ocultação e logística de transporte.

Desarma

Como parte do acordo de cooperação, Brasil e Estados Unidos passam a contar com o Programa Desarma, sistema desenvolvido pela Receita Federal para reforçar o controle e o rastreamento internacional de armas e materiais sensíveis.

A plataforma digital será utilizada para registrar ocorrências identificadas pelas aduanas dos dois países sempre que houver apreensão de itens como armas, munições, componentes, explosivos ou outros produtos controlados com origem no exterior.

Entre as informações armazenadas estão a descrição do material, a origem declarada, dados logísticos da carga e eventuais identificadores ou números de série. O conjunto desses dados permite às autoridades rastrear a trajetória dos produtos e identificar conexões com redes envolvidas no comércio ilegal internacional.

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