Colar de R$ 24 milhões da realeza egípcia é roubado em Viena

Colar com 673 diamantes e mais de 200 quilates foi levado durante o funcionamento de um museu em Viena; peça teria pertencido à rainha Nazli.

Saulo Astini
Saulo Astini
Radialista, cinegrafista, editor audiovisual, YouTube manager e estrategista digital, com experiência em distribuição digital, streaming, produção de conteúdo e jornalista. Participação em produções e transmissões ao vivo broadcast. Atuei na direção de imagem e fotografia de produções musicais. Formação técnica em Cinema, Fotografia, Administração e Gestão de Pessoas, além de certificações em Marketing Digital, Jornalismo Digital pela Reuters Digital Journalism, Literacia em Inteligência Artificial e gestão Google Business.
Imagem: Van Cleef & Arpels/Divulgação

Uma joia histórica da realeza egípcia foi roubada do Museu de Artes Aplicadas de Viena (MAK), na Áustria, na quinta-feira (27). O colar, avaliado em cerca de 4 milhões de euros, aproximadamente R$ 24 milhões, estava em exposição quando dois homens quebraram a proteção e fugiram com a peça.

O crime aconteceu durante o horário normal de funcionamento do museu. Além disso, ninguém ficou ferido durante a ação. As câmeras de segurança registraram os suspeitos, que entraram no local como visitantes antes de realizar o roubo.

Colar de 673 diamantes foi levado de museu

A joia é composta por 673 diamantes, que juntos ultrapassam 200 quilates. A peça também é confeccionada em platina e possui forte relevância histórica por sua ligação com a antiga família real egípcia.

De acordo com as características divulgadas pelas autoridades, o colar roubado corresponde a uma peça criada pela tradicional joalheria francesa Van Cleef & Arpels para a realeza egípcia.

Além disso, o item fazia parte de uma exposição dedicada à história da grife e reunia centenas de peças de alta joalheria.

Como aconteceu o roubo

Os dois suspeitos entraram no museu durante o funcionamento normal. Em seguida, aproximaram-se da vitrine onde a joia estava protegida. Então, utilizando um martelo, eles quebraram o vidro de proteção, retiraram o colar e deixaram o local. Posteriormente, fugiram a pé. As imagens de segurança devem auxiliar as autoridades na identificação dos envolvidos. Segundo as informações divulgadas, os homens não utilizavam máscaras durante a ação.

Joia teria pertencido à rainha Nazli

A história do colar está diretamente relacionada à rainha Nazli do Egito. A peça teria sido criada em 1939 para a família real e foi usada pela monarca durante o casamento de sua filha, a princesa Fawzia.

O casamento ocorreu entre Fawzia e Mohammad Reza Pahlavi, que posteriormente se tornaria xá do Irã. Dessa forma, a joia passou a carregar uma ligação histórica entre duas famílias reais do Oriente Médio.

Além do valor financeiro, portanto, o colar possui importância histórica e artística.

Peça foi negociada por milhões de dólares

Anos depois de ter sido utilizada pela realeza egípcia, a joia voltou ao mercado internacional de alta joalheria.

Em 2015, o colar foi colocado em um leilão realizado em Nova York e acabou vendido por US$ 4,3 milhões. O valor reforçou a importância da peça no mercado internacional de joias históricas.

No entanto, seu valor atual estimado gira em torno de 4 milhões de euros, equivalente a aproximadamente R$ 24 milhões.

Museu de Artes Aplicadas de Viena

Polícia procura suspeitos e tenta recuperar a joia

Após o roubo, as autoridades austríacas iniciaram as buscas pelos responsáveis. Ao mesmo tempo, investigadores analisam as imagens registradas pelas câmeras do museu. O objetivo é identificar os dois homens e localizar o colar. Por causa de sua composição e de seu valor histórico, existe preocupação com o destino da peça.

Além disso, joias históricas podem ser desmontadas para dificultar sua identificação. Nesse sentido, a recuperação do objeto é uma das prioridades da investigação.

O museu continua recebendo visitantes, embora a exposição diretamente afetada pelo roubo tenha sido interrompida.

Exposição reunia peças da Van Cleef & Arpels

A mostra, organizada em parceria com a Van Cleef & Arpels, estava em cartaz desde junho e reunia cerca de 300 peças relacionadas à trajetória da grife francesa.

A exposição estava programada para permanecer no museu até setembro. Entretanto, o roubo provocou a suspensão da visitação ao espaço afetado.

Por fim, o caso chama atenção não apenas pelo valor milionário do colar, mas também pela importância histórica de uma peça associada à antiga realeza egípcia.

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