Comissão Federal de Comunicações acusa governo Trump de censurar liberdade de imprensa

Anna Gomez afirma que ações da FCC contra ABC e Jimmy Kimmel representam pressão governamental e ameaçam a liberdade de expressão nos Estados Unidos.

Saulo Astini
Saulo Astini
Radialista, cinegrafista, editor audiovisual, YouTube manager e estrategista digital, com experiência em distribuição digital, streaming, produção de conteúdo e jornalista. Participação em produções e transmissões ao vivo broadcast. Atuei na direção de imagem e fotografia de produções musicais. Formação técnica em Cinema, Fotografia, Administração e Gestão de Pessoas, além de certificações em Marketing Digital, Jornalismo Digital pela Reuters Digital Journalism, Literacia em Inteligência Artificial e gestão Google Business.

A FCC (Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos) voltou ao centro de uma disputa sobre liberdade de expressão após a comissária democrata Anna Gomez acusar o órgão de pressionar a ABC e o apresentador Jimmy Kimmel.

A declaração ocorre em meio à crescente tensão entre o governo de Donald Trump e empresas de comunicação. O caso também reacende o debate sobre os limites da atuação da FCC sobre emissoras de televisão.

Pressão sobre Jimmy Kimmel

O apresentador passou a ser alvo de críticas do governo Trump após comentários feitos no programa Jimmy Kimmel Live!”. Na ocasião, o então presidente da FCC, Brendan Carr, chegou a defender possíveis consequências para emissoras relacionadas ao conteúdo exibido.

Posteriormente, afiliadas da ABC retiraram temporariamente o programa da programação. A atração, entretanto, acabou retornando à televisão.

Para Anna Gomez, o episódio representa um risco maior. Segundo ela, o uso do poder regulatório para pressionar empresas de comunicação pode provocar autocensura, fazendo com que emissoras evitem determinados assuntos por medo de retaliações.

Disputa envolve ABC e Disney

A tensão aumentou depois que a Disney e a ABC entraram na Justiça contra medidas da FCC relacionadas às licenças de emissoras pertencentes à rede.

A empresa questiona a antecipação de processos regulatórios e sustenta que as ações do órgão podem estar relacionadas ao conteúdo transmitido pela emissora.

Por outro lado, a FCC afirma que suas decisões fazem parte de suas atribuições regulatórias.

Debate sobre liberdade de imprensa

O conflito ultrapassa o caso de Jimmy Kimmel e envolve uma discussão mais ampla sobre a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de expressão e de imprensa.

Ao mesmo tempo, emissoras de televisão aberta estão sujeitas à regulamentação da FCC por utilizarem frequências do espectro público.

Dessa forma, o principal questionamento é até onde o governo pode utilizar seu poder regulatório sem interferir na liberdade editorial das empresas de comunicação.

O caso deve continuar gerando disputas políticas e judiciais nos Estados Unidos, enquanto críticos da FCC alertam para possíveis riscos à liberdade de imprensa.

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