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Dino manda PF investigar manipulação de resultados em competições esportivas

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou que determinou a instauração de inquérito para apurar manipulação de resultados em competições esportivas.

“Diante de indícios de manipulação de resultados em competições esportivas, com repercussão interestadual e até internacional, estou determinando hoje que seja instaurado Inquérito na Polícia Federal para as investigações legalmente cabíveis.”

A medida foi tomada após a divulgação de que atletas de clubes das principais divisões do futebol brasileiro estariam sendo considerados suspeitos de colaborar com quadrilhas que agiriam por meio de sites de apostas esportivas.

O Ministério Público de Goiás e autoridades de outros cinco estados realizaram nesta terça-feira (18) a segunda fase da Operação Penalidade Máxima, que mira manipulações em apostas esportivas.

De acordo com os procuradores, as investigações começaram na Série B do Campeonato Brasileiro, mas já colocaram sob suspeita seis jogos da primeira divisão de 2022. São eles: Palmeiras 2 x 1 Juventude, pela 26ª rodada, Santos 1 x 1 Avaí, Bragantino 1 x 4 América-MG, Goiás 1 x 0 Juventude e Cuiabá 1 x 1 Palmeiras, pela 36ª rodada, e Botafogo 3 x 0 Santos, pela 37ª rodada.

Em todas essas partidas, segundo a investigação, jogadores de um dos dois times foram assediados para tomar cartão amarelo ou cartão vermelho —este no jogo Botafogo e Santos. Segundo o MP, não necessariamente as propostas para que os jogares levassem cartões foram aceitas. A proposta dos aliciadores era de R$ 50 mil a R$ 60 mil por evento.

A CBF enviou ofício ao Ministério da Justiça e Segurança Pública para tratar das recentes informações sobre a manipulação de resultados, garantindo que tem adotado providências para censurar e punir tais práticas.

A própria CBF diz, porém, que não tem poder de polícia e, por isso, considera fundamental trabalhar em conjunto com as autoridades públicas para buscar a prevenção geral e a punição destas infrações.

E sugere ao ministro que seja designada força tarefa para que possa centralizar e controlar as investigações a bem do interesse público.

Durante a operação, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e 20 mandados de busca e apreensão. A operação ocorreu em 16 cidades e seis estados.

RAQUEL LOPES / Folhapress

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