A proposta que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho continua em discussão no Congresso Nacional. O relatório da PEC deve ser apresentado na próxima segunda-feira (25) pelo deputado Léo Prates, mas ainda há divergências sobre como será feita a transição para o novo modelo.
A principal discussão envolve o tempo necessário para reduzir a jornada atual de 44 horas semanais para 40 horas. Uma das propostas prevê diminuir uma hora ainda neste ano e outra hora a cada 12 meses, concluindo a mudança em três anos.
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Já a base governista defende uma redução mais rápida, começando com duas horas semanais ainda em 2026 e depois mais uma hora por ano. Nesse caso, a transição seria concluída em dois anos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que prefere a redução imediata de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salário. Segundo ele, o governo ainda negocia o melhor formato para conseguir apoio no Congresso.
Outro ponto sem definição é quando a nova regra começará a valer. O texto atual prevê início após 90 dias da aprovação da lei, enquanto o governo tenta reduzir esse prazo para 60 dias. Antes da votação da PEC, Lula deve se reunir com o presidente da Câmara Hugo Motta e com o ministro do Trabalho Luiz Marinho para discutir o tema.

