Uma greve nos bancos começa a ganhar força nesta semana e deve afetar o atendimento presencial em agências de diferentes estados brasileiros. As paralisações foram aprovadas por trabalhadores de diversas bases sindicais e, em algumas regiões, terão início já nesta terça-feira (8).
O movimento ocorre durante a Campanha Nacional dos Bancários de 2026 e envolve principalmente funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. No entanto, a abrangência da paralisação varia conforme a decisão de cada sindicato e a adesão dos trabalhadores.
Greve nos bancos começa em diferentes datas
O calendário da greve nos bancos não será igual em todo o Brasil.
No Pará, a paralisação já começou na sexta-feira (4), envolvendo trabalhadores de bancos públicos e privados, com exceção do Banpará. Enquanto isso, Maranhão, Rio Grande do Norte e funcionários da Caixa em Goiás têm movimentos previstos para terça-feira (8).
A maior onda de paralisações está prevista para quinta-feira (10). Nessa data, dezenas de bases sindicais devem iniciar movimentos por tempo indeterminado, principalmente envolvendo a Caixa e o Banco do Brasil.
Portanto, clientes que dependem de atendimento presencial precisam verificar previamente a situação da agência antes de se deslocar.
Caixa concentra maior número de paralisações
A Caixa Econômica Federal concentra uma das maiores mobilizações desta campanha. Funcionários de 93 bases sindicais aprovaram greve por tempo indeterminado a partir de 10 de setembro. Em outras 35 bases, os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada, mas decidiram continuar as negociações antes de iniciar uma paralisação.
Entre os pontos de conflito estão questões relacionadas ao plano de saúde, carreira, remuneração, condições de trabalho e direitos dos funcionários.
Dessa forma, as agências da Caixa estão entre as unidades com maior possibilidade de registrar interrupção ou redução do atendimento presencial.
Banco do Brasil também terá greve
O Banco do Brasil também terá paralisações em diferentes regiões. Ao todo, 27 bases sindicais rejeitaram a proposta apresentada pela instituição e aprovaram greve por tempo indeterminado a partir de 10 de setembro. Outras 60 bases rejeitaram o acordo, mas optaram por tentar retomar as negociações antes de iniciar uma paralisação.
No entanto, a situação varia conforme a região. Em alguns locais, os trabalhadores aprovaram os acordos ou decidiram manter as negociações.
Assim, uma agência do Banco do Brasil pode funcionar normalmente em uma cidade enquanto outra unidade, em uma região diferente, enfrenta paralisação.
Quais estados terão agências afetadas pela greve dos Bancos?
A mobilização alcança diferentes regiões do país. Entre os locais com paralisações já aprovadas estão:
- Pará: greve já iniciada;
- Maranhão: paralisação a partir de 8 de setembro;
- Rio Grande do Norte: paralisação a partir de 8 de setembro;
- Goiás: funcionários da Caixa entram em greve em 8 de setembro;
- Espírito Santo: Caixa, Banco do Brasil, Banestes e Banco do Nordeste entram em greve em 10 de setembro;
- São Paulo: diversas bases da Caixa aprovaram paralisação;
- Rio de Janeiro: greve da Caixa em 10 de setembro na base sindical da capital;
- Bahia: Caixa, Banco do Brasil e Banco do Nordeste entram em greve;
- Ceará: Caixa e Banco do Brasil terão paralisação;
- Paraíba: Caixa e Banco do Brasil entram em greve em bases que aprovaram o movimento;
- Alagoas: paralisação na Caixa;
- Pernambuco: paralisação na Caixa;
- Piauí: existem bases com greve aprovada na Caixa e no Banco do Brasil;
- Sergipe: Caixa, Banco do Brasil e Banco do Nordeste;
- Tocantins: Caixa e Banco do Brasil;
- Minas Gerais: Caixa e Banco do Brasil em Belo Horizonte e região;
- Distrito Federal: paralisação na Caixa;
- Paraná: diferentes bases da Caixa;
- Mato Grosso do Sul: bases da Caixa aprovaram paralisação.
Entretanto, esse cenário ainda pode sofrer alterações. Novas assembleias e negociações podem ampliar ou reduzir a quantidade de instituições envolvidas.
Todas as agências vão fechar?
Não necessariamente, a greve nos bancos não significa que todas as agências do país ficarão fechadas simultaneamente. A paralisação depende das decisões das bases sindicais e da adesão dos trabalhadores em cada unidade.
Por isso, algumas agências podem interromper completamente o atendimento. Outras poderão funcionar parcialmente, enquanto determinadas unidades podem permanecer abertas.
Além disso, bancos diferentes podem apresentar situações distintas dentro de uma mesma cidade.
Pix e aplicativos continuam funcionando?
Mesmo com a paralisação das agências, os canais digitais dos bancos devem continuar disponíveis. Entre os serviços que podem permanecer funcionando estão:
- Pix;
- aplicativos bancários;
- internet banking;
- pagamentos digitais;
- cartões;
- transferências;
- caixas eletrônicos.
No entanto, serviços que dependem exclusivamente de atendimento presencial podem sofrer impacto, dessa forma, clientes que precisam resolver pendências diretamente com funcionários devem consultar os canais oficiais do banco antes de comparecer a uma agência.
Por que os bancários estão em greve?
A paralisação está relacionada à Campanha Nacional dos Bancários de 2026, entre os principais temas discutidos estão reajustes salariais, benefícios, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), condições de trabalho, manutenção de empregos, carreira e questões específicas das instituições públicas.
A proposta geral negociada para os bancos privados prevê reposição integral da inflação medida pelo INPC, além de 0,6% de aumento real em 2026. A mesma fórmula está prevista para 2027.
Entretanto, apesar da aprovação da proposta geral por grande parte das bases dos bancos privados, o impasse permaneceu principalmente nas negociações específicas da Caixa e do Banco do Brasil.
Quinta-feira deve concentrar maior impacto
A quinta-feira (10) deve ser o principal dia de expansão da greve nos bancos, a previsão é que dezenas de bases iniciem paralisações por tempo indeterminado, especialmente na Caixa e no Banco do Brasil.
Ao mesmo tempo, novas negociações estão previstas para os próximos dias. Parte do calendário ainda pode ser modificada caso trabalhadores e instituições cheguem a novos acordos.
Até que isso aconteça, a orientação para os clientes é acompanhar a situação da agência que utiliza e priorizar os canais digitais para operações que não exigem atendimento presencial.




