A Secretária de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou primeira morte em 2026 por hantavírus no Brasil, no último domingo (10). Segundo a Agência Brasil, o paciente era um homem de 46 anos, residente de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba e com histórico de contato com roedores silvestres em área de lavoura. A caso foi notificado em fevereiro e confirmado pela Fundação Ezequiel Dias.
De acordo com a agência, o caso não tem ligação com surto registrado em um navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico, onde três pessoas morreram por suspeita do vírus e outras três estão doentes.
A secretaria de saúde reforça que a cepa de hantavírus identificada no Brasil não é transmitida de pessoa para pessoa, e trata-se de um caso isolado.
Em nota, a pasta destaca um segundo registro de hantavírus atribuído ao estado que não foi confirmado e que a correção da informação nos sistemas oficias já foi solicitada ao Ministério da Saúde.
Minas Gerais contabilizou quatro casos confirmados de hantavirose em 2025, com dois óbitos. Em 2024, foram sete casos confirmados, com quatro óbitos, segundo dados do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação)
A hantavirose
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, os hantavírus são vírus zoonóticos que infectam naturalmente roedores e são, ocasionalmente, transmitidos a humanos.
A infecção em humanos pode resultar em doenças graves e até em morte, porém, as manifestações clínicas da doença podem variar de acordo com o tipo de vírus e a localização geográfica.
No Brasil, a infecção pode causar síndrome cardiopulmonar, condição com rápida progressão que afeta os pulmões e o coração. Já na Europa e Ásia, o vírus é conhecido por causar febre hemorrágica com síndrome renal, afetando rins e vasos sanguíneos.
Prevenção
A Secretaria de Saúde de Minas Gerais reforçou, em nota, a importância de medidas de prevenção, sobretudo em áreas rurais. Entre as principais orientações estão:
- Manter alimentos armazenados em recipientes fechados e protegidos de roedores;
- Dar destino adequado ao lixo e entulhos; manter terrenos limpos e roçados ao redor das residências;
- Não deixar ração animal exposta; retirar diariamente restos de alimentos de animais domésticos;
- Evitar plantações muito próximas das casas, mantendo distância mínima de 40 metros;
- Ventilar o ambiente antes de entrar em locais fechados, como paióis, galpões, armazéns e depósitos.
“Antes da limpeza desses espaços, a orientação é umedecer o chão com água e sabão, evitando varrer a seco, para reduzir o risco de suspensão de partículas no ar”, concluiu a secretária.


