Pai mata filho de 3 anos espancado por não lhe dar “bom dia” no RS; Saiba quem é

Crime chocou o Rio Grande do Sul após o próprio agressor confessar que espancou o filho de 3 anos até a morte pelo fato de o menino não ter lhe dado “bom dia”.

Saulo Astini
Saulo Astini
Sou radialista, cinegrafista, editor audiovisual, YouTube Manager e estrategista digital, com experiência em distribuição digital, streaming e produção de conteúdo e jornalista. Participação em produções e transmissões ao vivo, como Halleluya (Fortaleza), Troféu Louvemos o Senhor, Visitas do Papa ao Brasil, Gerando Falcões, A Fazenda, Brasil Urgente, Programa do Gugu e Porsche Cup Brasil. Também atuei na direção de imagem e fotografia de produções musicais de artistas como Cézar e Paulinho, Maurício Manieri, Frei Gilson, Hesed e Rosa de Saron. Com formação técnica em Cinema, Administração e Gestão de Pessoas, além de certificações em Marketing Digital, Jornalismo Digital pela Reuters Digital Journalism, Literacia em Inteligência Artificial, gestão em Google Business, redes NDI e registro Anac em operação de drones.
Imagem: pexels

Crime motivado por ausência de cumprimento choca município da Região Metropolitana

Um homem de 33 anos, de nacionalidade norte-americana e atuante como religioso, foi preso preventivamente no início desta semana em Viamão, no Rio Grande do Sul. O indivíduo confessou ter agredido violentamente o próprio filho, um menino de apenas 3 anos de idade, resultando no óbito da criança. Segundo informações do depoimento prestado à Polícia Civil, a motivação para a agressão física teria sido o fato de o garoto não ter lhe desejado “bom dia” pela manhã. O crime ocorreu na residência da família, localizada na área rural do distrito de Águas Claras, no último domingo (05/07/2026).

Diante disso, o caso mobilizou as forças de segurança pública regionais após a própria liderança familiar socorrer a vítima. Além disso, a genitora da criança também acabou atrás das graves, sob a acusação de ter se omitido perante a grave situação de violência ocorrida dentro do lar.

O perfil do suspeito e o comportamento no ambiente comunitário

O agressor residia no território brasileiro há cerca de nove anos, tendo se transferido para a atual cidade gaúcha com a família há aproximadamente seis meses. Nas plataformas digitais, ele se identificava como cantor religioso e costumava divulgar conteúdos ligados a atividades de oração e publicações de teor espiritualista. No entanto, relatos coletados com moradores locais apontam que o comportamento social do homem despertava estranheza na vizinhança.

Nesse sentido, testemunhas relataram que o acusado frequentemente expressava posicionamentos radicais sobre a estrutura de sua casa. De acordo com os vizinhos, o homem defendia publicamente uma visão estrita sobre relacionamentos, afirmando que a figura masculina representava a liderança absoluta e que a esposa e os descendentes deveriam manter total submissão perante suas ordens.

Dinâmica do espancamento contra a criança de 3 anos

Conforme os registros das autoridades policiais, o suspeito detalhou ter desferido múltiplos golpes na região torácica e abdominal do menino. Posteriormente, o investigado ainda golpeou a cabeça do menor contra o chão. Logo após constatar o estado crítico da vítima, o próprio executor levou o filho até uma unidade hospitalar municipal no domingo.

Apesar disso, os profissionais de saúde constataram de imediato a presença de lesões generalizadas incompatíveis com um acidente doméstico. Diante dos fatos, o 18º Batalhão de Polícia Militar foi acionado para comparecer ao hospital, efetuando a captura do homem em flagrante. Em seguida, devido à severidade do quadro clínico, a criança precisou ser transferida com urgência para um hospital de alta complexidade em Porto Alegre.

Desfecho jurídico e andamento das investigações

A gravidade dos ferimentos provocou a morte encefálica e sistêmica do garoto nas horas seguintes. Na segunda-feira (06/07/2026), o suspeito passou por uma audiência de custódia perante o Poder Judiciário. Assim, o magistrado responsável acolheu o pedido do Ministério Público e converteu a manutenção da detenção em flagrante em prisão preventiva, visando garantir a ordem pública.

Dessa forma, o inquérito policial segue em andamento para esclarecer o nível de conivência da mãe no histórico de agressões. Vale destacar que a polícia busca determinar se a integridade física do garoto já vinha sendo violada em ocasiões anteriores a este trágico desfecho. Por fim, os envolvidos permanecem à disposição da Justiça no sistema prisional gaúcho.

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