PGE do Rio processa gestoras ligadas ao Grupo Master por prejuízo de quase R$650 milhões ao Rioprevidência

O prejuízo do Governo do Rio está relacionado a investimentos em dois fundos administrados por empresas do Grupo Master.

Giovanna Laranjo
Giovanna Laranjo
Formada em Jornalismo pela PUC-Campinas, atua na produção de conteúdo para mídias digitais, com experiência em televisão e apresentação. Voluntária na Copa do Mundo FIFA Qatar 2022, apaixonada por esportes, música e literatura.
Divulgação

A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) entrou na Justiça contra gestoras ligadas ao Grupo Master para tentar recuperar um prejuízo de R$641,4 milhões causado ao Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência), fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores estaduais. As ações foram ajuizadas nesta quinta-feira (16).

Segundo a Procuradoria, o prejuízo está relacionado a investimentos feitos pelo Rioprevidência em dois fundos administrados por empresas do grupo: o Revolution e o Texas I FIA. Além de pedir o ressarcimento dos valores, o Estado solicitou o bloqueio de bens das gestoras e de seus administradores para garantir uma possível indenização caso as irregularidades sejam confirmadas pela Justiça.

Um dos principais pontos da ação envolve um investimento de R$ 150 milhões no fundo Texas I FIA. De acordo com a PGE-RJ, em menos de um ano esse valor caiu para cerca de R$ 14,8 milhões. A Procuradoria afirma que o fundo concentrou praticamente toda a carteira em ações da Ambipar, o que teria provocado perdas expressivas ao patrimônio do Rioprevidência.

No caso do fundo Revolution, a preocupação é com um resgate de aproximadamente R$ 481 milhões solicitado pelo Rioprevidência e previsto para ocorrer em 17 de agosto. A PGE pede medidas para impedir que o pagamento seja dificultado.

Somando os valores-alvo das cautelares contra os dois fundos, o valor total chega a R$ 616,6 milhões

As ações também apontam que, após os pedidos de resgate, as carteiras dos fundos passaram a ficar sob sigilo, dificultando o acompanhamento dos investimentos. No caso do Texas I FIA, a Procuradoria afirma que não há informações atualizadas sobre a composição da carteira no sistema da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) há cerca de um ano.

Além do bloqueio de imóveis, veículos, ações, embarcações, aeronaves, marcas e até criptomoedas dos envolvidos, a PGE-RJ também pede que seja realizada uma auditoria independente para esclarecer a situação financeira do fundo Texas I FIA.

Em nota apresentada no processo, a Procuradoria afirma haver indícios de irregularidades na gestão dos recursos e sustenta que o Rioprevidência pode ter sido levado a investir em um fundo que não refletia sua real condição financeira.

As ações buscam garantir a recuperação dos recursos públicos caso as suspeitas sejam confirmadas ao longo do processo judicial.

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