Secretária de Saúde de SP reforça alerta para o vírus Ebola

Apesar da alerto, os riscos de a doença chegar ao Brasil, ou a América do Sul, são baixos

Secretária de Estado de Saúde SP

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) reforçou as orientações à rede estadual de saúde sobre o surto de Ebola registrado na República Democrática do Congo, a OMS (Organização Mundial da Saúde) já confirmou 51 casos, cerca de 600 suspeitas e 139 mortes investigadas.

O documento, elaborado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL) e pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD), reforça os fluxos de identificação, notificação, isolamento e atendimento de casos suspeitos no estado.

De acordo com pasta os riscos de introdução da doença no Brasil e na América do Sul são baixos. Entre os fatores que deixam o continente sul-americano com mesmo chances de contaminação estão a ausência de transmissão autóctone do vírus no continente, a inexistência de voos diretos entre a área afetada e a América do Sul e a forma de transmissão da doença, que ocorre por contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas sintomáticas.

Apesar do baixo risco, a orientação é para que os serviços de saúde mantenham atenção a pessoas com febre e histórico de viagem, nos últimos 21 dias, para áreas com circulação do vírus. Também devem ser avaliados casos de contato direto com fluidos corporais de pessoas suspeitas ou confirmadas.

“São Paulo atua de forma preventiva e mantém sua rede preparada para uma resposta rápida e segura. Por concentrar importante fluxo internacional de viajantes, o estado conta com protocolos definidos, vigilância ativa, equipes capacitadas e unidades de referência para identificação, notificação e atendimento oportuno de casos suspeitos”, afirma a coordenadora de Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças, Regiane de Paula.

Sintomas e atendimento

A doença pelo vírus Ebola pode começar de forma súbita, com febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em quadros graves, pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação varia de dois a 21 dias.

No estado de São Paulo, casos suspeitos devem ser notificados imediatamente à vigilância epidemiológica municipal e ao CVE. A eventual remoção de pacientes será feita pelo Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências e Emergências (GRAU).

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas é a unidade de referência estadual para atendimento de casos suspeitos ou confirmados. O Instituto Adolfo Lutz é responsável pela investigação laboratorial e pelo diagnóstico diferencial.

A SES-SP também reforça que a transmissão do Ebola não ocorre antes do início dos sintomas. O maior risco está associado ao contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, especialmente nas fases mais avançadas da doença. Pessoas assintomáticas com exposição considerada de risco devem ser monitoradas diariamente por 21 dias.

Até o momento, não há vacinas licenciadas nem terapias específicas aprovadas para a cepa Bundibugyo. As vacinas e tratamentos disponíveis foram desenvolvidos para a cepa Zaire e não têm eficácia comprovada para a variante relacionada ao surto atual.

Em caso de suspeita, deve-se comunicar imediatamente ao Centro de Vigilância Epidemiológica no CIEVS.

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