Senador Ciro Nogueira é um dos alvos da nova fase da Operação Compliance Zero

Medida faz parte da 5ª fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal

Yasmim Pessoa
Yasmim Pessoa
Jornalista formada há quase 10 anos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com trajetória em jornalismo político, hard news e mídias digitais. Curiosa e atenta aos movimentos do cotidiano, acredita na rebeldia da comunicação como força para contar histórias, informar com responsabilidade e dar visibilidade a diferentes vozes.
Foto: Pedro França/Agência Senado

A Polícia Federal (PF) cumpre, na manhã desta quinta-feira (7), uma nova etapa da Operação Compliance Zero, que chegou à sua 5ª fase. A ação inclui o cumprimento de um mandado de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão relacionados a investigações sobre possíveis crimes financeiros.

Entre os alvos das medidas está o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que figura como investigado no inquérito. As diligências foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a PF, as ações ocorrem de forma simultânea nos estados do Piauí, São Paulo e Minas Gerais, além do Distrito Federal. A decisão também determinou o bloqueio de bens, direitos e valores que totalizam R$ 18,85 milhões.

A operação de hoje apura a atuação de um suposto grupo envolvido em crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Histórico da operação

Na fase anterior, deflagrada em 16 de abril deste ano, a PF prendeu preventivamente o ex-presidente do banco público do Distrito Federal, Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro do esquema investigado. As apurações também envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, já preso desde março.

Desde o início da operação, a Polícia Federal cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em seis estados e no Distrito Federal. Em fases anteriores, a Justiça determinou ainda o bloqueio de bens que podem alcançar R$ 27,7 bilhões, além do afastamento de investigados de funções públicas, a pedido da PF e do Ministério Público.

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