


O Rio Grande do Sul tem 2.686 pessoas desalojadas após uma sequência de tempestades provocadas pela atuação de uma frente fria. Os temporais atingiram 117 municípios desde sexta-feira (7), causando destelhamentos, quedas de árvores e danos à rede elétrica.
Além disso, o mau tempo deixou uma pessoa morta e cinco feridas. O novo balanço foi divulgado neste domingo (9), enquanto equipes de atendimento e autoridades seguem acompanhando os impactos dos temporais em diferentes regiões do estado.
Tempestades atingiram 117 municípios do Rio Grande do Sul
A instabilidade meteorológica provocou fortes chuvas e rajadas de vento em diversas áreas do Rio Grande do Sul. Como consequência, milhares de moradores precisaram deixar temporariamente suas residências.
No entanto, a maior parte dessas pessoas encontrou abrigo na casa de familiares ou amigos. Apenas uma pessoa precisou ser encaminhada para acolhimento oferecido pelo poder público.
Dessa forma, o número de desalojados no Rio Grande do Sul chegou a 2.686.
Entre os municípios mais afetados está Minas do Leão, que contabilizou 500 pessoas desalojadas. Em seguida aparecem Novo Hamburgo, com 480, e Sapiranga, com 360.
Quais cidades registraram mais desalojados?
O balanço aponta uma concentração significativa dos impactos em algumas cidades gaúchas.
- Minas do Leão: 500 desalojados;
- Novo Hamburgo: 480 desalojados;
- Sapiranga: 360 desalojados;
- Montenegro: uma pessoa desabrigada.
Vale destacar que há diferença entre desalojados e desabrigados. Enquanto os primeiros deixam suas casas, mas conseguem permanecer com familiares ou conhecidos, os segundos precisam de acolhimento disponibilizado pelo poder público.
Temporal deixa uma pessoa morta e cinco feridos
Além dos danos materiais, as tempestades provocaram vítimas. Um homem morreu após sofrer um acidente enquanto trafegava de motocicleta pela rodovia RS-124, em Montenegro.
Ainda não foram divulgadas informações complementares sobre a identidade da vítima.
Enquanto isso, cinco pessoas ficaram feridas durante os temporais. Em Novo Hamburgo, uma delas se envolveu em um acidente com fios durante o vendaval e apresenta um quadro que exige maior atenção.
Por outro lado, um militar ficou ferido após ser atingido por um estilhaço enquanto estava dentro de uma viatura durante atendimento em Osório.
Em Dom Feliciano, outras três pessoas sofreram ferimentos considerados leves.
Ciclone-bomba não foi responsável pelos principais estragos
Apesar da ocorrência de um ciclone-bomba na região, o fenômeno não foi apontado como responsável pelos principais danos registrados no território gaúcho.
Segundo a avaliação meteorológica apresentada no balanço, os estragos foram provocados principalmente por uma linha de instabilidade associada à frente fria.
O ciclone se formou entre a Argentina e o Uruguai e avançou pelo oceano. Entretanto, seus efeitos ficaram mais concentrados sobre a costa, sem impactos expressivos sobre o continente gaúcho.
Chuva forte e ventos provocaram danos
Assim, a combinação de chuva intensa e ventos fortes provocou diferentes tipos de ocorrências no estado.
Entre os principais registros estão:
- destelhamento de imóveis;
- queda de árvores;
- queda de postes;
- danos provocados por rajadas de vento;
- acidentes envolvendo moradores e equipes de atendimento.
Além disso, a situação exigiu atuação das equipes de emergência em diversos municípios.
Situação segue sendo acompanhada no estado
Diante dos impactos, as autoridades continuam monitorando as condições meteorológicas e os efeitos deixados pelas tempestades.
Ainda, novos levantamentos podem alterar os números de pessoas afetadas, especialmente porque equipes seguem trabalhando nas áreas atingidas.
Portanto, moradores de regiões sob influência de temporais devem permanecer atentos aos alertas meteorológicos e às orientações das autoridades locais.
Por fim, o cenário reforça a necessidade de atenção durante episódios de chuva intensa e ventos fortes, principalmente em áreas com risco de queda de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia.

