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Trump reage a novos arquivos do caso Epstein e diz que pedirá investigação sobre Clinton

Documentos recém-divulgados trazem mensagens nas quais o magnata teria citado Trump e afirmado que o presidente “sabia sobre as meninas"

em 1997, os muito amigos Jeffrey Epstein e Donald Trump | Getty Images
em 1997, os muito amigos Jeffrey Epstein e Donald Trump | Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu nesta sexta-feira (14) à divulgação de milhares de novos arquivos relacionados ao caso de Jeffrey Epstein. Ele classificou a pressão por mais detalhes sobre a suposta rede de exploração sexual comandada pelo financista como uma “farsa” promovida por democratas, e afirmou que pedirá à procuradora-geral e ao FBI que investiguem um suposto elo entre o ex-presidente Bill Clinton e o empresário.

“Os democratas estão fazendo tudo o que podem, com seu poder cada vez menor, para promover novamente a farsa sobre Epstein”, escreveu o republicano em sua plataforma Truth Social.

Ele também afirmou que integrantes do partido democrata teriam frequentado as ilhas do empresário. O presidente citou ainda que pretende investigar possíveis vínculos de Epstein com outras figuras públicas, como o ex-secretário do Tesouro Larry Summers, o investidor Reid Hoffman, o banco JP Morgan Chase e “muitas outras pessoas e instituições”. O presidente, no entanto, não especificou quais provas seriam essas.

“Epstein era um democrata, e ele é problema dos democratas, não dos republicanos!”, publicou Trump nas mídias sociais

A reação ocorre após parlamentares tornarem públicos mais de 20 mil documentos adicionais do caso, que rapidamente se espalharam pelas redes sociais. Entre eles, estão mensagens em que o próprio Epstein teria mencionado o presidente de forma direta. Em uma das mensagens, o bilionário diz que nunca conheceu “alguém tão ruim” quanto Trump.

Em outra troca de mensagens de 2018, o financista afirma ser “o único capaz de derrubar” o atual presidente. Epstein responde a um interlocutor não identificado, que dizia haver esforços para prejudicar Trump: “É uma loucura”, escreveu. “Porque sou eu quem pode derrubá-lo.”

Em um outro texto enviado em 2011 à Ghislaine Maxwell – cúmplice e ex-namorada de Epstein, hoje condenada a 20 anos por tráfico sexual – o magnata afirma que Trump passou “horas” em sua casa com uma das supostas vítimas de tráfico sexual, cujo nome foi omitido nos documentos. “Ele sabia sobre as meninas”, escreveu Epstein.

Trump e Epstein tiveram relação próxima nas décadas de 1980 e 1990, quando frequentavam os mesmos círculos sociais em Nova York e na Flórida. Os vínculos voltaram ao centro do debate no ano passado, após o Departamento de Justiça decidir não divulgar novas informações sobre o caso. Epstein morreu em 2019 na prisão, supostamente por suicídio, enquanto aguardava julgamento.

Relembre o caso Epstein

Jeffrey Epstein foi preso pela primeira vez em 2008, após os pais de uma garota de 14 anos denunciarem à polícia que ela havia sido abusada sexualmente na mansão do empresário. A investigação identificou outras possíveis vítimas e encontrou fotos de meninas na residência.

Embora enfrentasse acusações graves, Epstein firmou um acordo polêmico com a Promotoria, cumpriu apenas 13 meses de prisão e passou a integrar a lista federal de criminosos sexuais, escapando da possibilidade de prisão perpétua.

O bilionário voltaria a ser detido em 2019, acusado de tráfico sexual de dezenas de meninas. Ele negou as acusações e se declarou inocente. Um mês depois, aos 66 anos, ele foi encontrado morto na cela em que aguardava julgamento. A morte foi oficialmente atribuída a suicídio.

Documentos do caso, posteriormente divulgados na imprensa, mencionam a presença de celebridades e figuras públicas nas festas promovidas por Epstein. Nomes como Leonardo DiCaprio, Cameron Diaz, Cate Blanchett, Bruce Willis, Kevin Spacey, George Lucas e Naomi Campbell aparecem nos registros, mas nenhum deles foi acusado de crimes.

Políticos como o ex-presidente Bill Clinton e o então empresário Donald Trump também são citados em documentos, mas nunca receberam acusações formais.

O príncipe Andrew, membro da família real britânica, chegou a responder a um processo por abuso sexual relacionado à rede comandada por Epstein. Ele foi acusado de manter relações sexuais com uma garota por intermédio do empresário em uma “orgia com várias menores de idade”. Na época, o Palácio de Buckingham retirou de Andrew seus deveres militares e de seu título real.

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